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Pesquisador defende que universidades publiquem
conteúdo de aulas na internet
Um pesquisador britânico defende que as universidades coloquem na internet, de
graça, o material pedagógico de seus cursos, como forma de melhorar a educação
no país e aumentar o volume de inovações tecnológicas.
De acordo com o site de educação do jornal "The Guardian", o pesquisador Leo
Pollak defende que o governo estabeleça uma central de dados on-line em que a
população poderia ter acesso facilmente a esse material. O estudo de Pollak está
na última publicação do Institute for Public Policy Research.
Os alunos à distância poderiam inclusive pagar taxas para fazer as provas e
receber um diploma pela participação nos estudos on-line --seria algo como um
certificado pelo "curso livre". O parlamento teria que regulamentar esse tipo de
curso. De acordo com o jornal, o aprendizado virtual não substituiria o
tradicional, mas daria aos cursos presenciais mais credibilidade, ao mesmo tempo
em que ampliaria a participação da população.
"Em vez de os títulos serem apenas certificados para serem comprados, alguma
coisa pela qual você trabalha e depois mostra em um escritório, eles se
tornariam uma medida mais consistente do conhecimento de uma pessoa e de sua
capacidade de aprendizado", afirma o pesquisador, segundo o "Guardian".
Pollak usa como exemplo o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que,
segundo ele, já coloca na internet grande parte do conteúdo de seus programas de
graduação e pós graduação --90% dos professores já teriam aderido ao sistema.
Entretanto, alguns especialistas discordam desse tipo de medida. "Dizer que
todos os cursos deveriam ser disponibilizados na internet supõe que a educação
on-line pode efetivamente substituir a educação tradicional, cara a cara",
afirma Carol Comer, da Universidade de Chester. Para ela, a forma de educação
mais efetiva é aquela em que o aluno é parte ativa da aula, o que não acontece
nos cursos pela internet.
"Se nós olharmos muitos desses materiais produzidos por instituições como a
[Universidade] Berkeley ou o MIT, que geralmente consiste em texto ou aulas
gravadas, há pouca experiência ativa [por parte do aluno]". Para a pesquisadora,
sem orientação adequada, a educação à distância pode levar a interpretações
erradas.
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