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Biblioteca de Paris desliga web sem fio após
suspeita de "mal do Wi-Fi"
da Ansa, em Paris
A biblioteca de Sainte-Geneviève, em Paris, decidiu desativar de modo permanente
o seu sistema de internet sem fio, após a denúncia de "violentos sintomas de
mal-estar" por parte de um funcionário, atribuídos por ele à constante exposição
aos campos magnéticos do local.
Esta é a quinta biblioteca francesa a desativar o sistema sem fio desde
dezembro, quando o jornal "Le Monde" apontou o "mal do Wi-Fi": vertigem, náusea,
insônia, dor de cabeça e dores musculares, supostamente causadas por esse
sistema comunicação.
Na biblioteca de Sainte-Geneviève, no bairro Place du Pantheon, a direção
encerrou o sistema após uma petição dos funcionários e convocou "para o mais
breve possível" um Comitê de Higiene e Segurança com a presença do Inspetor de
Higiene e Segurança do Ministério da Educação Superior e da Pesquisa, uma vez
que o local pertence à Universidade Paris 3.
Os delegados do sindicato de funcionários públicos (Supap), que solicitou o
cancelamento do Wi-Fi nas bibliotecas parisienses há algumas semanas, se
reunirão em breve com a assessora da prefeitura Maité Errecart para discutir a
situação.
Diante da falta de dados científicos nessa área, o Ministério da Saúde solicitou
à Agência Francesa de Segurança Sanitária do Ambiente de Trabalho (Afsset) um
relatório sobre os efeitos dos campos Wi-Fi sobre a saúde e do uso de telefones
celulares por parte das crianças, que deverá ser entregue no final do ano;
Em dezembro, a denúncia do jornal "Le Monde" foi acompanhada por uma entrevista
com pesquisador italiano Paolo Vecchia, do Departamento de Tecnologia e Saúde do
Instituto Superior Sanitário, segundo o qual "pouco se sabe sobre as freqüências
utilizadas no Wi-Fi".
"A principal dificuldade é dada pela rápida evolução destas tecnologias, quase
não existe tempo para aprofundá-las", acrescentou o pesquisador.
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