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COI vai investigar censura na internet durante
Jogos Olímpicos
da
Reuters, em Pequim
O COI (Comitê Olímpico Internacional) vai investigar a possibilidade de que
esteja havendo censura da China no acesso de jornalistas à internet, disse nesta
terça-feira o chefe de imprensa da entidade, Kevin Gosper.
A China prometeu total liberdade de imprensa durante os Jogos e abrandou
restrições a correspondentes estrangeiros em janeiro de 2007, o que deve vigorar
até outubro. Mesmo assim, a imprensa estrangeira diz que intimidações das
autoridades continuam ocorrendo.
Na terça-feira, era impossível, por exemplo, acessar no centro olímpico de
imprensa a página da ONG Anistia Internacional, que na véspera divulgou um duro
relatório acusando o governo local de descumprir as promessas de liberdade
feitas para receber os Jogos.
Liu Jianchao, porta-voz da chancelaria chinesa, disse que o acesso da imprensa à
internet está normal, mas admitiu que haverá bloqueios a sites ligados ao
movimento religioso Falun Gong, que é considerado pela China como uma seita
ilegal.
Ele sugeriu que as dificuldades em acessar certas páginas seriam resultantes de
problemas nos próprios sites. "Há alguns problemas com muitos sites que fazem
com que não seja fácil vê-los na China", afirmou Liu.
A Olimpíada começa no dia 8 de agosto e já há muitos jornalistas e técnicos nos
centros de imprensa e radiodifusão. Ao todo, mais de 20 mil profissionais estão
credenciados para o evento.
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