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Anatel não pretende regular acesso à web pela rede
elétrica
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer regulamentar os
equipamentos e as faixas de freqüência em que a Internet pode trafegar pela rede
elétrica, mas não pretende ditar regras sobre o modelo de negócios dessa nova
opção de conexão.
A informação foi dada por Plínio de Aguiar Júnior, conselheiro da Anatel, ao
participar do seminário Concentração & Concorrência.
A agência colocou o assunto em consulta pública por 30 dias, período encerrado
nesta terça-feira. Foram recebidas 445 contribuições, que serão agora analisadas
pela área técnica da agência e depois pelo conselho diretor.
O uso da infra-estrutura de rede elétrica para a conexão à Internet é conhecida
no setor pela sigla PLC, de "power line communication". O modelo já foi alvo de
testes em várias regiões do Brasil como uma opção em áreas onde outro tipo de
tecnologia não esteja disponível.
Como explicou o conselheiro aos jornalistas, a consulta "é uma parte mais
técnica, mais ligada à certificação dos sistemas para homologação da Anatel". A
agência quer assegurar o bom uso do espectro e a eliminação de interferências.
Segundo ele, a opção de acesso à Internet pela rede elétrica "começa a ficar
viável", mas a agência "não vai regular o modelo de negócios".
De acordo com Aguiar, "qualquer um vai poder fazer", bastando pedir uma licença
de telefonia fixa ou de comunicação multimídia.
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