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Leilão de espectro de banda larga móvel deve
render até R$ 38,5 bi ao Brasil
Um levantamento
divulgado nesta quinta-feira (30) apontou que o país poderá obter benefícios de
até R$ 38,5 bilhões com leilão de espectro para banda larga móvel. O estudo,
produzido pela Guerreiro Consult, com apoio da Intel, afirma que ainda existe
faixa disponível da oferta pública realizada em 2002, além de novos 100MHz na
rede 3,5 GHz, compatível com a tecnologia WiMAX, de banda larga sem fio,
apontada como uma das sucessoras do Wi-Fi.
Segundo os pesquisadores, a análise considerou os ganhos do governo com o
licenciamento da faixa, o valor de mercado do que se estima arrecadar com o
espectro 3,5 GHz a ser licitado e os benefícios obtidos diretamente pelos
usuários com a maior oferta de banda larga no país.
A consultoria afirma que o valor avaliado desse pacote é de R$ 22 bilhões, mas
que pode chegar aos R$ 38,5 bilhões.
Dados da consultoria IDC apontam que o Brasil fechou o primeiro semestre deste
ano com 10,04 milhões de conexões em banda larga. O levantamento afirmava que as
conexões classificadas como físicas --IP dedicado, ADSL, Cabo Modem, wireless
fixo, satélite, entre outras-- chegaram a 8,727 milhões.
Já o número de conexões móveis, que inclui os pacotes vendidos a PCs, mas não
leva em conta os telefones 3G, chegaram a 1,314 milhão de assinantes.
"O governo pode obter entre R$ 2,85 bilhões e R$ 3,4 bilhões com a venda do
espectro remanescente. Não importa se a tecnologia é WiMax, 3G ou 4G; as
operadoras estão criando modelos de negócio competitivos, lucrativos e de baixo
custo para serviços de banda larga", afirmou o consultor Renato Guerreiro.
Segundo ele, quando o serviço de banda larga sem fio estiver amplamente
difundido no Brasil, estima-se que o WiMax corresponderá a cerca de 10% do total
oferecido. |
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