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Serviço pago nos EUA coloca antecedentes criminais na web

s, em Waterbury

O Estado norte-americano de Vermont lançou nesta semana o serviço de registro criminal on-line. Agora, são cerca de 20 unidades federais dos EUA que possuem o acesso, por meio da internet, de um banco de dados de criminosos.

Os sites na web prestam serviço para empregadores e empresas, permitindo-lhes acessar condenações penais, sem a necessidade de apresentarem pedidos escritos e aguardarem pela resposta. E eles são populares: somente no mês passado, o banco de dados da Flórida registrou 38.755 acessos.

Vincent Parizo, diretor do Centro de Informações de Crimes de Vermont, mostra a página de registros criminais na internet
Mas a estréia na web desses dados, que tradicionalmente encontram-se arquivados em papéis dos tribunais, pode superestimar os crimes. "É lamentável porque, na medida em que você cumpriu a sua pena, é visto como uma ameaça, e isso tira aquele ideal de que as pessoas são capazes de recomeçar, começar uma nova vida", disse o advogado Kevin Bankston, da Electronic Frontier Foundation, grupo de São Francisco que trabalha com as liberdades civis on-line.

O sistema de Vermont custa 20 dólares por uma consulta de registro pessoal e inclui informações sobre condenações penais a partir da década de 1940. Tudo o que você precisa para acessar um inquérito é dar o nome de uma pessoa, data de nascimento e um cartão de crédito para pagar o acesso.

Se a consulta localiza um registro, o sistema lista a data da condenação, cargo, período e local. Não mostra, no entanto, a acusação original ou dá informações sobre a vítima ou as circunstâncias do crime.

O diretor executivo da União Civil Americana das Liberdades Civis, Allen Gilbert, se opôs ao sistema. "Você tem que entender o que acontece por trás da condenação, a história completa, em vez de acessar apenas o resultado final", disse Gilbert.

Michael Donoghue, diretor-executivo do Vermont Press Association, também questiona se as informações contidas no banco de dados on-line rendem conclusões válidas sobre um crime ou um criminoso. "Esses serviços não dão uma imagem verdadeira da pessoa", disse Donoghue.

 

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