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Após briga judicial IBAMA concede a
extinção do manguezal de AL
"A área proposta para implantação do
empreendimento demanda supressão de 74,43 ha de vegetação de mangue
em bom estado de conservação contidos na porção mais contínua do
manguezal de Coruripe. A supressão dessa parcela do manguezal da
margem esquerda do Rio Coruripe provocaria desestruturação do
equilíbrio existente entre os ecossistemas recifais, estuarinos e
praiais, resultando em impactos de difícil mensuração, mitigação e
valoração, além do comprometimento dos serviços ambientais providos
por esse ecossistema", explica o documento.
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UM DOS ESTADOS MAIS
POBRE DO PAÍS, FICARÁ MISERAVÉL, COM A
EXTINÇÃO DOS MANGUEZAIS. SEM MANGUEZAIS NÃO
HÁ PESCA, CARANGUEJOS, TARTARUGAS E PEIXES
DESAPARECEM. OS BOIS MARINHOS JÁ EM EXTINÇÃO
NÃO TERÁ CHANCE DE SOBREVIVER. |
Um outro estaleiro construído em Pernambuco destruiu 1.260 hectares
de mangue "e não houve qualquer veto do Ibama ao empreendimento". O
Eisa, em Alagoas, destroi mais 70 hectares. Em Pernambuco o
estaleiro foi liberado com autorização do órgão ambiental
pertencente ao Estado. Diferente de Alagoas, passando por cima das
leis federais.
Diz o secretário: "Aqui, o IMA [Instituto do Meio Ambiente] até
concedeu a licença prévia, mas a Justiça Federal impediu que ela
tivesse validade. A argumentação foi de que a competência seria
exclusiva da União", disse.
A briga para se trazer o Eisa a Alagoas se arrasta desde outubro de
2009, quando técnicos do Ibama justificaram que o empreendimento não
poderia ser instalado na região por oferecer riscos de aumento da
pobreza, com a imigração de pessoas em busca de emprego.
O Governo de Alagoas acusou integrantes da bancada federal alagoana,
sem citar nomes, de impedir que o Eisa fosse instalado no Estado.
Pressionado, o Ibama recorreu da decisão, mas condicionou a
liberação do empreendimento após autorizaçao do instituto, o que só
aconteceu no dia 15 de junho - há 10 dias.
O Eisa era tratado como a "redenção" econômica alagoana- o terceiro
estado mais pobre do Brasil, com metade da população abaixo da linha
da miséria e 98% de suas exportações, no Porto de Maceió, do setor
sucroalcooleiro. No último boletim do Cadastro Geral de Empregos
(Caged), do Ministério do Trabalho- no mês de maio- Alagoas liderou
a quantidade de demissões no Nordeste: -2.107 postos de trabalho.
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