O país do Peru recebe elogios por
conservar florestas
A Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da
Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na
sigla em inglês) elogiou os esforços do Peru para evitar
o desaparecimento de suas florestas de mogno por causa
da extração indiscriminada da madeira. Nesta
sexta-feira, o comitê da convenção concluiu em Genebra
suas reuniões anuais que se estenderam por uma semana
com a participação de 300 representantes de 172
países-membros da convenção, de ONGs, órgãos
intergovernamentais e empresas.

Em 2010, o comitê expressou nas reuniões em Doha sua
preocupação com a situação das florestas de mogno no
Peru, cuja sobrevivência estava em perigo pelo grande
volume de comércio - grande parte ilegal - desta
madeira, quando o Peru era o primeiro exportador mundial
de mogno. A convenção advertiu o Peru sobre a
possibilidade de punição se não adotasse três ações para
preservar a população de mogno: criar um sistema de
informação confiável sobre a situação da espécie e os
volumes de comércio, implementar uma regulamentação do
comércio e reduzir as cotas de exportação para permitir
a regeneração da mata.
A presidente do Comitê Permanente Regional da América do
Sul nestas reuniões da CITES, a colombiana Xiomara
Sanclemente, contou que o Peru colocou em prática todas
as exigências "em prazo recorde".
"Isto proporcionou o reconhecimento de todos os países
da convenção, como os Estados Unidos e o Reino Unido",
informou Xiomara. Os testes de extração prejudicial
foram considerados importantes. Esses exames permitem
saber a quantidade de madeira a ser extraída das
florestas sem colocar em risco a sobrevivência e
regeneração das espécies. Pelos resultados dos exames, o
Peru estabeleceu cotas à exportação de apenas 1% de sua
população de mogno, o que fez com que caísse de 1º para
4º posto de exportadores mundiais desta madeira, atrás
do México, Guatemala e Bolívia.
Além disso, Xiomara explicou que o Peru aprovou um
decreto presidencial que regula o comércio de mogno,
para por fim ao tráfico ilegal, além de criar um
departamento governamental específico sobre assuntos
florestais. Para a especialista, o país foi um exemplo
de como um estado com poucos recursos pode por em
prática medidas tão ambiciosas como estas, em busca da
conservação, trabalho para a que contou com a assessoria
da Organização Internacional de Madeiras Tropicais e da
secretaria da CITES.
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