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Estados Unidos
pode gastar mais trilhões de dólares em guerra
contra o Irã
Estados árabes que estão apenas a poucos quilômetros
do Golfo do Irã estão observando, tensos, as
perspectivas de uma guerra entre Teerã e o Ocidente,
um conflito que nenhum deles deseja e que todos
sabem que poderá arruinar suas economias. Esse temor
real está levando os Estados ricos em petróleo a
aumentar suas defesas enquanto esperam que a
diplomacia possa prevalecer nas ambições regionais
de Teerã e colocar um fim a seu preocupante programa
nuclear.
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Navios deste porte
consome mais de (1) milhão de litros de
combustíveis por minuto, é necessário um
outro navio tanque para ficar abastecendo-o.
Trilhões sendo gastos
inutilmente, enquanto nosso planeta definha
com excesso de poluição. |
"Nenhum Estado do Golfo quer a guerra, mas todos
estão se preparando para a possibilidade que isso
possa acontecer", afirmou o analista militar Riad
Kahwaji. A tensão aumenta enquanto o Ocidente
continua pressionando Teerã sobre seu programa
nuclear e a União Europeia ameaça uma proibição
total das importações de petróleo iraniano.
O Irã ameaçou fechar o estratégico Estreito do Ormuz
- que liga o Golfo ao Mar Arábico e por onde passam
20% do petróleo mundial transportado pelo mar - se
as vendas de petróleo forem bloqueadas. Os Estados
Unidos, cuja Quinta Frota da marinha está baseada no
Estado do Golfo de Bahrein, que está presente
militarmente em um certo número de outros países, o
que levou Teerã a dizer que não vai tolerar qualquer
movimento.
Esses leais aliados de Washington serão empurrados
para uma guerra com o Irã se Teerã os atacar,
explica Kahwaji, que dirige o Instituto para o
Oriente Médio e Análise Militar do Golfo (Inegma)
com sede em Dubai. "O relógio está correndo e nós no
Golfo não temos controle sobre isso", acrescentou o
analista político kuwaitiano Sami al-Faraj em
relação a um possível ataque israelense e americano
contra o Irã.
Muitas vezes no passado, o Irã alertou que atacaria
as instalações militares americanas nos Estados do
Golfo Árabe no caso de guerra. Além da Quinta Frota,
Qatar hospeda o Comando Central dos EUA, há cerca de
23 mil tropas americanas no Kuwait e cerca de 2 mil
tropas militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos.
O site Mashreq, alinhado com as Guardas
Revolucionárias do Irã, disse que os alvos no Golfo
já foram escolhidos, de acordo com o jornal
pan-árabe Al-Hayat. O primeiro-ministro catariano, o
xeque Hamad bin Jassem Al-Thani, cujo país tentou,
no passado, reduzir as lacunas entre Teerã e as
nações do Golfo, disse que estas devem contribuir
para resolver a crise.
"Eu acredito que todos nós temos um interesse em que
não haja conflitos no Golfo", disse ele
recentemente, acrescentando que os Estados do Golfo
estão "naturalmente preocupados" com o aumento da
tensão EUA-Irã. "Já vivemos conflitos militares e
todos nós sabemos que não há vencedor nesses
conflitos, especialmente para os países ao redor do
Golfo", disse ele.
Além das ameaças externas, os Estados do Golfo têm
que lidar com a ameaça das famosas células
adormecidas que, suspeita-se, o Irã está espalhando
pela região. "Ouvimos falar em medidas preventivas
em muitos países para lidar das células adormecidas
do Irã", disse Kahwaji. O desejo de evitar a guerra
está acompanhado de outro, de conter a influência
regional do Irã.
"Há agora duas posições no Golfo", disse Faraj. "Uma
rejeita completamente recorrer à guerra a menos que
seja imposta". "A segunda vê a necessidade de conter
a interferência iraniana na Síria, Iraque, Líbano,
Iêmen e Sudão e está ventilando a tensão sectária
(no Golfo), apesar de não necessariamente através
dos conflitos armados".
A segunda corrente tem se "tornado mais forte"
recentemente, acrescentou. Faraj disse: "são os
países do Golfo que sofrerão mais porque estamos ao
alcance dos foguetes iranianos", observando, junto
com Kahwaji que eles têm instalações de petróleo
estratégicas e centros financeiros e de negócios em
suas costas, próximas ao Irã.
O maior terminal petrolífero da Arábia Saudita de
Ras Tanura, por exemplo, em apenas 180 km distantes
da costa do Irã. Abu Dhabi, outro importante
produtor de petróleo está longe apenas 220 km.
Enquanto esperam, os Estados do Golfo estão
aumentando as compras de material de defesa.
No mês passado, a Arábia Saudita assinou um acordo
avaliado em US$ 29,4 bilhões para comprar 84 caças
americanos F-15 e aprimorar outros 70 caças. Pouco
depois, um acordo de armamento de US$ 3,48 bilhões
dos Emirados Árabes veio à tona, incluindo o
avançado antimíssil Terminal High Altitude Area
Defense System (Thaad).
Em 2011, os Estados Unidos e a Arábia Saudita
anunciaram um acordo de US$ 1,7 bilhão para reforçar
as baterias de mísseis Patriot, enquanto o Kuwait
comprou 209 mísseis por US$ 900 milhões.
Os presidentes americanos só pensam em petróleo, as
várias guerras quase levaram os EUA a decadência,
não ligam para o Aquecimento Global, poluir e lucrar
com armamentos parece ser o objetivo principal. Quem
salvará a Terra destes maníacos possessivos?
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