Osteoporose
Osteoporose (do grego antigo οστούν πόρος, osso
poroso) é uma doença óssea caracterizada por baixa
regeneração e/ou rápida degeneração óssea, gerando
ossos pouco densos e frágeis. É duas vezes mais
comum em mulheres do que em homens e mais comum após
os 50 anos.
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A doença progride
lentamente e raramente apresenta sintomas
antes que aconteçam fraturas espontâneas ou
por trauma físico. Se não forem feitos
exames diagnósticos preventivos a
osteoporose pode passar despercebida, até
que tenha gravidade maior.
Classificação
A osteoporose pode atingir:
Coluna vertebral - Pessoas idosas podem
fraturar as vértebras da coluna com
frequência. A chamada corcunda de viúva é
uma deformação comum e pode até levar à
diminuição de tamanho do doente.
Punho - Por ser um ponto de apoio, é uma
área na qual as fraturas acontecem
normalmente. Os ossos sensíveis têm pouca
estrutura para sustentar o peso do corpo
quando cai. |
Quadril / Anca - As fraturas de pelve são
difíceis de cicatrizar e podem levar à
invalidez. Estudos mostram que em torno de 50%
dos que fraturam o quadril não conseguem mais
andar sozinhos.
Fêmur - Também muito comum entre os que
desenvolvem a doença. É frequente tanto em
homens quanto em mulheres, principalmente depois
dos 65 anos. A recuperação costuma ser lenta.
Fisiologia
O aparecimento da osteoporose está ligado aos
níveis de estrógeno do organismo. O estrógeno -
hormônio feminino, também presente nos homens,
mas em menor quantidade — ajuda a manter o
equilíbrio entre a perda e o ganho de massa
óssea. As mulheres são as mais atingidas pela
doença, uma vez que, na menopausa, os níveis de
estrógeno caem bruscamente. Com isso, os ossos
passam a incorporar menos cálcio (fundamental na
formação do osso), tornando-se mais frágeis.
Para cada quatro mulheres, somente um homem
desenvolve esta patologia.
Embora pareçam estruturas inativas, os ossos se
modificam ao longo da vida. O organismo está
constantemente fazendo e desfazendo ossos. Esse
processo depende de vários fatores como
genética, boa nutrição, manutenção de bons
níveis de hormônios e prática regular de
exercício; os hábitos e costumes exercem grande
influência, reduzir a ingesta de todos os
produtos que contenham muita xantina é
essencial. As células ósseas (osteócito) são as
responsáveis pela formação do colágeno, que dá
sustentação ao osso. Os canais que interligam os
osteócitos permitem que o cálcio, essencial para
a formação óssea, saia do sangue e ajude a
formar o osso.
Apesar do cálcio ser um elemento essencial para
a função de inúmeros processos biológicos e por
essa razão ser ingerido em doses fisiológicas e
ainda contribuir para a formação do tecido
ósseo, o íon cálcio não exerce qualquer ação
direta sobre a síntese do colágeno ósseo. Esta
sim é que sempre deve ser ativada utilizando
todos os recursos disponíveis por se tratar da
estrutura de sustentação óssea.
Portanto, ingerir cálcio em doses elevadas na
presença de osso osteoporótico representa apenas
uma estratégia de marketing porque para se fixar
no osso necessita de uma matriz primária
adequada que é formada pelo colágeno ósseo. O
efeito do cálcio em pacientes com osteoporose é
semelhante ao de qualquer placebo.
A densidade mineral de cálcio é reduzida de
50,1% em pessoa normal para 1,3% quando
portadora de osteoporose. O quadro osteoporose
significa condição irreversível. O canal medular
central do osso, a diáfise óssea, torna-se mais
larga. Com a progressão da osteoporose, os ossos
ficam esburacados e quebradiços.
O colágeno e os depósitos minerais são desfeitos
muito rapidamente e a formação do osso torna-se
mais lenta. Com o teor menor de colágeno ósseo
surgem espaços vazios que enfraquecem o osso.A
deterioração do colágeno ósseo causa redução da
resistência tênsil e elevação do risco de
fratura. Quanto maior for a perda de colágeno
ósseo, mesmo diante de exercícios bem orientados
as pessoas ficam mais susceptíveis as fraturas,
muito comuns e diagnosticadas durante pequenos
impactos.
Sinais e sintomas
A doença progride lentamente e raramente
apresenta sintomas. Se não forem feitos exames
sanguíneos e de massa óssea, é percebida apenas
quando surgem as primeiras fraturas,
acompanhadas de dores agudas.
A osteoporose pode, também, provocar
deformidades e reduzir a estatura do doente.
Diagnóstico
Avaliação da qualidade óssea
A partir de 1991 devido o Consenso realizado por
todas as Sociedades Americanas que tratam da
osteoporose, elas passaram a informar que é
fundamental a análise da qualidade óssea que
expressa o estado de deterioração do colágeno
ósseo. Quanto melhor for a qualidade óssea menor
a chance de ter fratura.
A mudança na definição ocorreu porque as
pesquisas verificaram que 100% das pacientes com
Síndrome de Turner e que possuíam osteoporose,
não fraturam. Ainda, os pesquisadores
constataram que ao prescrever Fluoreto de Sódio
para suas pacientes, os ossos ficavam mais
densos e fraturavam com maior facilidade.
A partir dessas constatações os pesquisadores
começaram a estudar mais profundamente o tecido
ósseo e verificaram que o risco de desenvolver
osteoporose e fratura está diretamente
relacionado com as deteriorações do colágeno
ósseo.
A partir de 2000, uma nova tecnologia com
inteligência artificial dos projetos da robótica
da Nasa permitiu determinar o local mais
apropriado do organismo humano que permite
estudar minuciosamente o tecido ósseo.
Essa região é a das metáfises das falanges dos
dedos II-V. Nela é possível avaliar oito
parâmetros, e não apenas um, como quando o exame
é realizado na coluna lombar, como vem sendo
orientado há mais de 25 anos. Segundo esta
pesquisa, avaliar apenas a densidade óssea seria
uma análise do tecido ósseo muito restrita.
Densitometria
É muito importante saber que a maioria das
fraturas que ocorrem na coluna se situam na
região torácica e não na região lombar como tem
sido descrito pela maioria dos reumatologistas e
ortopedistas. Vários pesquisadores
estadunidenses, entre eles Bonnick (1989) já
tinham constatado esse fato.
Após revisão dos trabalhos publicados nos
últimos 15 anos, o Serviço Preventivo da Força
Tarefa Americana a partir de 2002 passou a
orientar a densitometria da coluna lombar apenas
para as pacientes acima de 65 anos se não
possuírem antecedente de fratura na família.
Também informa que esse exame pode apresentar
baixa reprodutibilidade (59,0%) em seus
resultados quando são realizados anualmente. Por
essa razão, recomendam que o exame não deve ser
repetido na coluna lombar com intervalo menor do
que 3 anos.
A densitometria óssea estabeleceu-se como o
método mais moderno, aprimorado e inócuo para se
medir a densidade mineral óssea e comparado com
padrões para idade e Patologia.
Essa é a condição indispensável para o
diagnóstico e tratamento da osteoporose e de
outras possíveis doenças que possam atingir os
ossos. Os aparelhos hoje utilizados conseguem
aliar precisão e rapidez na execução dos exames,
a exposição a radiação é baixa, tanto para o
paciente como para o próprio técnico.
Epidemiologia
Estima-se que mundialmente 1 em cada 3 mulheres
e 1 em cada 5 homens acima da idade dos 50
desenvolvem osteoporose. Ela é responsável por
milhões de fraturas anualmente, a maioria
envolvendo vértebras lombares, quadril e punho.
Fatores de risco[editar código-fonte]
Quem se encontra em maior risco de desenvolver a
doença são mulheres após a menopausa;
Homens após os 65 anos;
Fumantes;
Consumidores de álcool ou/e café em excesso;
Diabéticos;
Sedentários;
Doenças endócrinas (especialmente na tireoide,
paratireoide ou ovários);
Desordens nutricionais (não basta cálcio,
vitamina D, proteínas, magnésio e fósforo também
são essenciais pra ossos saudáveis)
Doenças gastro-intestinais que prejudiquem a
absorção de nutrientes;
Histórico familiar de osteoporose e osteopenia;
Certos medicamentos;
Peso abaixo do ideal;
Descendentes de brancos e asiáticos.
No Brasil
Sua prevalência entre as brasileiros era em 2006
de 4,4% entre os maiores de 18 anos, muito menor
que a média mundial provavelmente pelo fato da
população ser em média mais jovem e da
expectativa de vida não ser tão alta. Entre
mulheres é mais comum depois dos 45 anos, entre
não solteiras e ex-fumantes. Entre homens é mais
comum depois dos 65 anos, entre casados ou
viúvos e sedentários.4
Cerca de 2000 brasileiros morrem anualmente em
consequência de complicações de fraturas devidas
a esta doença5 .
Em Portugal
Sua prevalência é maior que a média mundial 6,3%
da população de Portugal continental afirmaram
“ter ou já ter tido” osteoporose. Estima-se que
é responsável por cerca de 40 mil fracturas por
ano apenas em Portugal.
Prevenção
Fazer exercícios físicos regularmente: os
exercícios resistidos são os mais recomendados;
Dieta com alimentos ricos em cálcio:
100g de gergelim: 1160 mg de cálcio
100g de semente de chia: 1476 mg de cálcio
100g de tofu: 128 mg de cálcio
100g de salsa: 203 mg de cálcio
100g de grão de bico: 150 mg de cálcio
100g de alga hijiki: 1400 mg de cálcio
Verduras como brócolis, repolho e couve;
Frutas, como banana prata, amendoas e gergelim7
Bisfosfonatos
Os Bifosfonatos continuam sendo o tratamento de
escolha para osteoporose pós-menopausa . São
também usados no tratamento da osteoporose no
Patologia masculino e na osteoporose induzida por
glucocorticoides e em metástases ósseas.
A literatura informa que os tratamentos de
administração diário, semanal, mensal ou anual
agem aumentando a massa óssea reduzindo o risco
de fraturas. No entanto, mais recentemente a
Síndrome de Bronjs (necrose de mandíbula) tem
sido referida por várias pesquisas europeias
como a mais grave complicação do uso dos
bisfosfonatos, incluindo os mais potentes (ácido
zolendrônico, palmidronato de sódio,
risedronatos, ibandronato), sendo que a
ocorrência dessa síndrome não guarda relação com
o tempo de uso.
O aumento da incidência de necrose de mandíbula
esta associado ao uso venoso ou seja ao ácido
zolendrônico. A relação existente ao uso de
bifosfonatos em baixas doses e a necrose de
medula continua sem provas na literatura
científica. Devido aos riscos da terapia
estrogênica e da ausência de provas, os
bifosfonatos orais continuam como primeira
escolha para o tratamento de osteoporose
pós-menopausa.
Os graves desdobramentos da necrose total de
mandíbula interferem de maneira significativa na
qualidade de vida, e até o momento não há
descrição de tratamentos totalmente eficazes
para essa complicação. Portanto a indicação do
bifosfonato venoso deve ser amplamente
fundamenta na relação risco benefício
individual.
Em breve, com a aplicação da nova tecnologia que
avalia a microarquitetura óssea, será talvez
possível entender as razões pelas quais os
bifosfonatos (por exemplo, alendronato,
risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico)
deterioram a qualidade óssea. Em 2010 foi
lançado um alerta pela FDA onde realça as
possíveis evidências de um aumento do risco de
certos tipos de fracturas na coxa relacionadas
com o uso deste tipo de fármacos por mais de 3
anos8 (tratamento médio de 7 anos).
Reposição hormonal
A reposição hormonal é importante tanto durante
a prevenção quanto durante o tratamento. O
estrógeno reduz o risco de fraturas em mulheres
com osteoporose.
Exemplo: Estradiol
Modulador seletivo dos receptores de estrogênio
(SERM)
SERM são uma classe de medicamentos que agem
seletivamente nos receptores de estrogênio
corporais. Normalmente, a densidade mineral
óssea é precisamente regulada por um equilíbrio
entre a atividade de osteoblastos e osteoclastos
nos ossos trabeculares. Estrogênios exercem uma
função essencial na regulação do processo de
formação/reabsorção óssea por conta da ativação
de osteoblastos. Alguns SERMs, como o
raloxifeno, agem no osso reduzindo a reabsorção
óssea pelos osteoclastos 9 .
Exemplo: Raloxifeno
Administração de cálcio[editar código-fonte]
Para quem já tem a doença, o cálcio pode ser
dado em dosagens de 1 mil a 1,5 mil miligramas
por dia, com recomendação médica. Pode ser
acompanhado por suplementos de vitamina D.
No entanto, é importante ter o conhecimento de
que, no tecido ósseo o elemento cálcio exerce
importante papel, porém, depende para a sua
fixação do estado da matriz proteica (colágeno)
que deve apresentar os estados definidos como;
adequado ou limítrofe. Sem a presença de uma
adequada ou limítrofe estrutura de sustentação
óssea, formada por 95% por colágeno ósseo, o
cálcio não se fixará de forma adequada e não
poderá exercer a sua ação originando a matriz
secundária.
É importante verificar o estado que se encontra
a matriz proteica, pois no caso da osteoporose
instalada (matriz mesenquimal deteriorada),
diante do estado final de deterioração do
colágeno ósseo, o íon cálcio desempenha uma ação
ineficiente, porque estando a matriz proteica
deteriorada não haverá, na tripla hélice do
colágeno, ligações bioquímicas livres para o íon
cálcio se fixar.
Calcitonina
A calcitonina é um hormônio produzido pelas
células parafoliculares da tireoide que tem a
função de diminuir os níveis de cálcio (Ca 2+)
no sangue, contrariando os efeitos da
paratormona (PTH). Inibe a absorção de Ca 2+
pelo intestino, inibe a atividade dos
osteoclastos nos ossos, inibe a reabsorção de
fosfato pelos túbulos renais e aumenta a
reabsorção de Ca 2+ e Mg 2+ pelos túbulos
renais.
Atividade física
Atividade física corretamente orientada (por um
educador físico), também é usada como parte
importante no tratamento e controle da
osteoporose, podendo reduzir ou até, estabilizar
a perda de massa óssea do indivíduo.
É importante também tomar sol para ajudar na
reposição de vitamina D.
Consumo de leite e derivados
Segundo o ministério da saúde brasileiro, é
recomendável o consumo de três copos de leite
(ou porções de derivados) por dia para prevenir
a osteoporose, devido ao cálcio presente nesses
alimentos.11 Recomenda a ingestão de 1g de
cálcio ao dia, citando o consumo de laticínios,
frutas e verduras para se atingir essa
quantidade.12 Porém apenas laticínios não são o
suficiente, consumir vitamina D e magnésio são
ainda mais importantes.
Há inúmeros estudos científicos que alertam para
a baixa capacidade de absorção do cálcio de
leites animais pelo organismo humano: "nem leite
nem uma dieta rica em cálcio reduzem o risco de
fraturas por osteoporose"13 . Estes estudos
apontam que é fundamental a presença de magnésio
e vitamina D para que o cálcio seja absorvido.14
Os mesmos estudos afirmam que a equação máxima
entre cálcio e magnésio deve ser de 2:1 ou
3:1.15 O excesso de cálcio, resultado, por
exemplo do uso de suplementos de cálcio,
associado ao baixo consumo de magnésio, leva o
cálcio a se depositar nas artérias, causando um
processo de calcificação, ou calcificar na
mucosa gastro-intestinal, entre outras
consequências 16
Prognóstico
Os pacientes com osteoporose têm grandes riscos
de terem fraturas adicionais. O tratamento para
a osteoporose pode reduzir consideravelmente o
risco de fraturas no futuro.
As fraturas no quadril podem levar a uma
dificuldade na movimentação e um risco aumentado
de trombose venosa profunda ou embolismo
pulmonar. As fraturas das vértebras podem levar
a dor crônica severa de origem neurogênica, que
pode ser difícil de ser controlada, assim como
uma deformidade. A taxa de mortalidade em um ano
que segue a fratura de quadril é de
aproximadamente 20%. Embora raras, as fraturas
múltiplas de vértebras podem levar a uma cifose
severa (corcunda) que a pressão resultante nos
órgãos internos pode incapacitar a pessoa de
respirar adequadamente.
Embora os pacientes com osteoporose tenham uma
alta taxa de mortalidade devido às complicações
da fratura, a maioria dos pacientes morre "com"
a doença ao invés de morrer "da" doença.
Referencia:
Wikipédia
Ache Tudo e Região
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