Retorno Animais em extinção

 


Morte dos animais no Peru pode estar relacionada ao petróleo do Brasil

Ambientalista acredita que a mortandade de golfinhos, pelicanos, atobás, leões marinhos e tartarugas encontradas mortas em praias do Peru, podem estar relacionadas com o vazamento de petróleo no Brasil.
 

Devido a profundidade inacessível é quase impossível de conter o vazamento em correntes marítimas tão forte, o petróleo pode estar brotando em área conhecida apenas pela empresa, a morte dos animais não pode ser vírus, mas sim, pelas bactérias inventadas para dissolver o petróleo ou até mesmo por gases naturais das fissuras. As razões das conclusões são as correntes marítimas e pelo tempo que fora anunciado o segundo vazamento.


Veja declaração

Com o anúncio do segundo derramamento de petróleo no campo de Frade, da Chevron, na Bacia de Campos, o governo trabalha com o pior dos cenários e já prevê vazamentos em série no local. A hipótese, que estaria em estudo pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pelo Ibama, é que o afundamento do solo e as fissuras nas rochas, detectadas pela petroleira na semana passada, podem estar num raio de 3,5 quilômetros a partir da plataforma, de acordo com uma fonte que acompanha o caso, ou seja, uma área com diâmetro total de sete quilômetros.

De acordo com essa mesma fonte, o cenário é preocupante, pois ainda não há tecnologia disponível para atenuar o problema, classificado como inédito por especialistas. Procurada pelo GLOBO, a Chevron não confirma nem nega as possibilidades de abalo do solo marinho na região e de novos vazamentos. Mas, por e-mail, afirma que a decisão de pedir autorização à ANP para suspender temporariamente a produção no último dia 15 foi “uma medida de precaução e visa à realização de um amplo estudo técnico para o melhor entendimento da estrutura geológica” do campo. A gigante americana admite que “o campo é muito mais complexo do que os estudos revelaram”. E acrescenta: “Parar a produção vai nos permitir estudar e entender melhor as complexidades geológicas da área.”

— A área está muito fragilizada. Todo o solo dessa região, em um diâmetro de sete quilômetros, pode afundar. O óleo está saindo pelas fissuras, que ainda não foram dimensionadas. Ou seja, ninguém tem um conhecimento sobre o que está acontecendo — disse a fonte.

O Oceanógrafo David Zee confirma que é possível que ocorram, sim, novos vazamentos na área, dadas as características geológicas da região, que tem solo poroso:

— Na perfuração, houve uma pressão muito grande. É como bater em um único ponto de uma pedra, de um diamante, que irá provocar várias rachaduras em volta. Com a pressão, existe a hipótese de um óleo residual encontrar saídas pelas áreas

cimentadas. Isso seria um desdobramento, uma invasão do óleo residual, que estaria saindo de um lugar para o outro. Outra possibilidade seria um novo vazamento, (não apenas residual) — avaliou.
 

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