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Justiça
manda governo devolver salário de professores em
greve
O Tribunal de Justiça da Bahia concedeu liminar aos
professores da Rede Estadual de Ensino e ordenou que
o Governo do Estado devolva aos trabalhadores
grevistas os salários que não foram pagos devido ao
corte de ponto promovido pela Secretaria de Educação.
A ordem foi expedida pela desembargadora Lícia de
Castro Carvalho nesta segunda-feira e já foi
publicada no Diário Oficial da Justiça.
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O movimento grevista
completa nesta terça-feira 49 dias
ininterruptos, em que mais de 1 milhão de
alunos são prejudicados pela falta de aulas.
A greve começou no último dia 11 de abril e
desde o dia 13 os docentes ocupam a
Assembleia Legislativa, que virou o local de
concentração oficial da greve. Os
professores querem 22,22% de aumento para
todas as categorias do ensino estadual. O
governo alega que não há verba para tal. |
A desembargadora julgou um pedido enviado pela APLB
Sindicato e deu razão aos argumentos dos
trabalhadores. Na liminar, consta que o fato do
governo de cortar salários é "violador de direito
líquido e certo", além de "ilegal, ilegítimo e
injusto". O salário dos professores, de acordo com o
abalizamento da magistrada, é de natureza familiar e
a realização de uma greve não é motivo razoável para
impedir seu pagamento.
Além disto, foi também ordenado que os servidores da
educação voltassem a ter acesso ao Planserv e também
os créditos consignados aos quais têm direito devido
à segurança financeira e de saúde. O sindicato
adicionou que não existe nenhuma lei de greve
específica que regule a forma como deverão ser
repostos os dias parados na paralisação e que greve
e falta ao trabalho são dois conceitos diferentes,
errando o governo em promover o corte de ponto por
uma reivindicação que é um direito trabalhista.
Segundo a desembargadora, a ordem deve ser cumprida
imediatamente e a liminar foi endereçada ao Estado
em nome do procurador-geral do Estado, Rui Moraes
Cruz, que deve informar o governo do desejo da
Justiça. Não há, porém, nenhuma multa prevista em
caso de descumprimento da medida. O governo ainda
não divulgou posicionamento quanto à liminar.
O presidente do sindicato, Rui Oliveira, disse estar
feliz com o posicionamento da Justiça, pelo qual se
espera há muito tempo, desde que a advogada Rita de
Cássia Souza entrou com o pedido de liminar após o
anúncio do corte de ponto. "Justiça tarda, mas não
falha", declarou. Milhares de professores tiveram o
salário zerado e, com isto, não conseguem pagar
contas ou mesmo fazer supermercado desde o início
deste mês.
Oliveira diz que prefere não comentar sobre a
possibilidade do governo contestar a ordem e não
cumprir a medida. Segundo ele, não o cabe contestar
uma ordem judicial e tampouco considerar sobre os
futuros procederes por parte da administração
pública. "Eu vou continuar a fazer a minha parte,
que é lutar para que a justiça seja feita".
Os sindicalistas sustentam que há, sim, dinheiro
para que o governo cumpra o acordo que teria
assumido com a categoria no ano passado e aumente
todos os salários em 22,22%. O argumento é de que o
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb) teria 30% recursos exclusivos para
pagamento com pessoal. A reivindicação é que o
governo sente com a categoria e explique como a
verba do Fundeb é usada e, assim, estabeleça o
aumento em projeto de lei.
Novo sistema de governo (inventado)
para o Brasil é (Apolítico), ou seja, sem políticos,
troque a irresponsabilidade pela responsabilidade, de o
seu apoio no site:
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