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Anvisa interdita todos os lotes de
anticoncepcional injetável
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) e a Secretaria
da Saúde de São Paulo determinaram a interdição
de todos os lotes do anticoncepcional injetável
Contracep, fabricado pela EMS-Sigma Pharma.
Ontem (8), a Vigilância Sanitária do Estado
havia terminado a interdição cautelar de três
lotes do medicamento. No entanto, hoje, o órgão
e a Anvisa anunciaram que todos os lotes estão
interditados para que a investigação sobre a
eficácia do anticoncepcional seja aprofundada.
Novas amostras do produto serão encaminhadas
para análise no Instituto Adolfo Lutz,
responsável por identificar o problema. Enquanto
isso, ficam suspensos o uso, comercialização e
distribuição do anticoncepcional. Em São Paulo,
a vigilância encaminhou um comunicado de alerta
a laboratórios e vigilâncias sanitárias
municipais. A previsão é de que as análises
estejam concluídas em aproximadamente 30 dias.
De acordo com a secretaria, testes realizados
nos lotes 080501-1, 080496-1 e 087359-1
identificaram que as ampolas apresentavam
quantidade de hormônio --medroxiprogesterona--
inferior ao previsto, o que pode comprometer a
eficácia do produto..
A recomendação para as mulheres que compraram
qualquer lote do Contracep é usar camisinha e
procurar orientação médica para substituir o
medicamento enquanto a investigação do instituto
não for concluída.
Para as mulheres que usaram, há mais de quatro
semanas, um dos três lotes proibidos
inicialmente, a orientação é para que realizem
um teste de gravidez e usem preservativos até
obterem o resultado do exame. Caso o teste seja
negativo, os médicos deverão orientar a
manutenção do uso de outros métodos
contraceptivos mais adequados às pacientes.
Para todas as mulheres que receberam a dose há
menos de quatro semanas, a orientação é para que
utilizem preservativo ou qualquer outro método
anticoncepcional.
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