|
|
|
No Sudeste, 90% dos portadores de HIV vivem ao
menos 5 anos após diagnóstico
Na região
Sudeste, 90% das pessoas que foram
diagnosticadas como portadoras do vírus HIV em
2000 permaneciam vivas pelo menos até 2005. No
Norte, esse índice é de 78%, o mais baixo entre
as regiões brasileiras. Os dados são do Boletim
Epidemiológico 2007, divulgado nesta
quarta-feira pelo ministério da Saúde.
Nas outras regiões, a taxa de "sobreviventes" ao
HIV após cinco anos de diagnóstico foram de 82%
no Sul, 81% no Nordeste e 80% no Centro Oeste.
No país como um todo, esse índice é de 85,7%
Os dados refletem as desigualdades regionais no
acesso ao tratamento para Aids no Brasil,
reconhecido internacionalmente como um modelo no
combate à doença.
"Nosso desafio é reforçar a qualidade da
assistência no SUS [Sistema Único de Saúde] e
ampliar o diagnóstico precoce da infecção pelo
HIV, seja nos exames de rotina na rede pública
ou no uso do teste rápido", afirma a diretora do
Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela
Simão, em nota.
Segundo o estudo, em 2006 foram registados
32.628 casos da doença, o que representa uma
queda de 10,2% em relação ao ano anterior. Com
isso, fica mantida a tendência de redução no
número de casos de HIV no país, registrada desde
2002, quando houve 38.816 notificações de
infecção pelo HIV.
De 1980 até 2006, foram notificados 461.202
casos de Aids no Brasil. A doença matou 192.709
pessoas no país nesse período.
Patologia
Apesar desses indicadores positivos, há também
dados preocupantes. A relação entre o número de
homens e mulheres infectados vem diminuindo nos
últimos anos. Em 1985, havia 26,7 homens para
cada mulher infectada. No ano passado, essa
relação foi de apenas 1,5 para 1.
Ou seja, proporcionalmente, o número ocorrências
em pessoas do Patologia feminino vem caindo menos que
no Patologia masculino.
Para ambos os casos, a maior parte das infecções
está concentrada na faixa etária de 25 a 49
anos. Entretanto, há um aumento gradual no
número de pessoas com mais de 50 anos
infectados.
Homossexualidade
Os dados reforçam também que a associação da
Aids à homossexualidade, como ocorreu nos
momentos posteriores à descoberta da doença, é
infundada.
Prova disso é que, em 2006, 42% dos casos de
infecções em homens foram registrados em pessoas
que se declaravam heterossexuais, 17,5% em
homossexuais e 10,4% em bissexuais.
Em 1996, esses índices eram de 25,6% para
heterossexuais, 20% para homossexuais e 9,4%
para bissexuais.
Também com respeito aos homens, caiu
consideravelmente o número de infecções do HIV
por meio do uso de drogas injetáveis. A taxa,
que era de 23,6% em 1996, foi de 9,3% no ano
passado. O mesmo ocorre para as mulheres.
|
|
|