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Terapia genética ameniza mal ligado ao autismo
Um estudo realizado por cientistas americanos em
camundongos sugere que uma correção genética
pode aliviar os sintomas da Síndrome do X
Frágil, que causa dificuldade de aprendizado e é
considerada uma das principais causas do
autismo.
A Síndrome do X Frágil é causada pela anulação,
por motivos hereditários, do gene FMR1 no
cromossomo X. O gene é responsável pela produção
da proteína que desacelera a síntese protéica em
algumas áreas do cérebro.
Acredita-se que esse quadro estimula a atividade
de outra proteína, a mGluR5, que atua no
descontrole desta síntese protéica, o que
resulta em um excesso de atividade no cérebro.
Os pesquisadores observaram que, ao reduzir em
50% a quantidade do receptor mGluR5 nos
camundongos, os sintomas da doença eram
aliviados.
Para Mark Bear, que liderou o estudo, "as
descobertas têm implicações terapêuticas
importantes para o tratamento da síndrome e do
autismo". O estudo foi publicado na revista
científica Neuron.
Testes
Testes Realizada no Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, a pesquisa analisou dois grupos
de camundongos que foram induzidos a apresentar
os sintomas da Síndrome.
No primeiro grupo, os cientistas colocaram
cobaias com ausência do gene FMR1, e no segundo,
os pesquisadores realizam uma mutação dupla, ao
criar camundongos que, além de não terem o FMR1,
também tinham 50% menos mGluR5.
Os resultados indicam que o segundo grupo de
cobaias demonstrou uma redução significativa nos
sintomas da Síndrome do X Frágil e também menos
ataques de epilepsia.
Os cientistas também verificaram que a ausência
do gene FMR1 produz um crescimento excessivo nas
conexões entre as células nervosas chamadas
espinhas dendríticas, que atuam no aprendizado,
memória e cognição.
No entanto, nos camundongos que tiveram a
atividade dos receptores mGluR5 reduzida, a
densidade das conexões permaneceu normal. Para
Mark Hirst, conselheiro científico da Sociedade
Britânica da Síndrome do X Frágil, apesar da
importância da atividade do mGluR5, é preciso
estar alerta a outras proteínas relacionadas à
síndrome.
"Não podemos deixar de prestar atenção aos
problemas de funcionamento de outras proteínas,
já que as causas da Síndrome do X Frágil parecem
mais complexas e podem envolver outros
caminhos", assinalou o médico.
De acordo com a Fundação Brasileira da Síndrome
do X Frágil, a doença atinge um em cada quatro
mil meninos nascidos vivos e em uma em cada seis
mil meninas.
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