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Circuncisão não prejudica prazer sexual, diz
estudo
Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, dos
Estados Unidos, revelou que a circuncisão
masculina não reduz o prazer sexual. Por isso,
não restariam argumentos contra a utilização do
procedimento como forma de ajudar na prevenção
da Aids.
Os pesquisadores da universidade americana
recrutaram quase 5.000 homens em Uganda. Metade
deles era circuncidada. Os dois grupos relataram
pouca diferença quando questionados em relação
ao desempenho e satisfação sexual.
Pesquisas sugerem que a circuncisão, operação
que consiste na remoção do prepúcio do pênis,
pode diminuir em até 50% as taxas de infecção
pelo HIV.
Mesmo assim, há relutância entre os homens em se
submeterem à operação por causa de temores de
que a circuncisão afetaria a experiência sexual.
"Nosso estudo mostra claramente que ser
circuncidado não tem efeito adverso para os
homens [nas relações sexuais], quando comparados
aos homens que ainda não se submeteram ao
procedimento", disse o professor Ronald Gray,
que liderou a pesquisa.
"Outros estudos já mostram que dar aos homens
garantias de que o procedimento não vai afetar
sua satisfação sexual aumenta a probabilidade de
que eles façam a circuncisão", acrescentou.
Confiabilidade
Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins
afirmam que o tamanho deste último estudo e o
perfil demográfico dos participantes fazem com
que esta pesquisa seja a mais confiável até o
momento.
Ao analisar os resultados, os pesquisadores
notaram pequenas diferenças nas taxas de
satisfação sexual entre os dois grupos, mas
estas diferenças são tão pequenas que não seriam
significativas em termos clínicos.
Cerca de 98,4% dos homens circuncidados
relataram satisfação sexual plena, comparados
aos 99,9% do outro grupo.
Entre os circuncidados, 98,6% não relataram
problemas na penetração, comparados com os 99,4%
do grupo dos não circuncidados. A pesquisa foi
publicada na revista especializada BJU
International.
Prevenção da Aids
A circuncisão pode proteger contra o vírus da
Aids por várias razões. Células específicas no
prepúcio podem ser alvos potenciais para a
infecção pelo HIV. Depois de uma circuncisão, a
pele abaixo do prepúcio pode ficar menos
sensível e a probabilidade de sangramentos no
local pode cair --o que diminui o risco de
infecção.
Mas, organizações de caridade que trabalham com
prevenção e combate à Aids afirmam que apenas a
circuncisão não é 100% eficaz na prevenção da
doença.
"Existe o temor de que as pessoas que foram
circuncidadas possam se sentir protegidas do
HIV, e elas não estão [protegidas]", afirma
Deborah Jack, presidente executiva da
organização britânica National Aids Trust.
'Preservativos ainda são a melhor forma de
prevenção do HIV durante a relação sexual. É
preciso lembrar que as pesquisas que relacionam
HIV e circuncisão ainda são de alcance
limitado', acrescentou.
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