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Cientistas fazem com que corações de ratos mortos voltem a bater


Pesquisadores norte-americanos anunciaram ter conseguido fazer com que corações de ratos mortos voltassem a bater em laboratório. Segundo eles, a descoberta pode, um dia, levar ao desenvolvimento de órgãos sob medida para uso em transplantes.

"A esperança é que possamos gerar um órgão que se encaixe [sob medida] em cada corpo", afirma Doris Taylor, da University of Minnesota Center for Cardiovascular Repair.

O estudo, que foi publicado no domingo (13) no jornal "Nature Medicine", promete oferecer um modo de cumprir a meta de utilizar as células-tronco para gerar órgãos específicos para transplante.

Reuters

Coração de rato morto teve células substituídas e voltou a bater
Método

Taylor e outros pesquisadores utilizaram uma técnica chamada "descelularização" para retirar células existentes do coração de ratos mortos, deixando, ao mesmo tempo, a estrutura de colágeno intacta.

Eles uniram, então, essa estrutura de consistência gelatinosa a células de ratos recém-nascidos. O composto recebeu uma solução rica em nutrientes e foi deixado em laboratório para crescer.

Quatro dias depois, os corações começaram a se contrair. Os pesquisadores utilizaram uma espécie de marca-passo para coordenar as contrações.

Os corações foram acoplados a uma bomba que os enchia de fluidos e colocados sob certa pressão, de modo a simular a pressão sangüínea. Oito dias depois, os corações começaram a bater.

Caminho

"Obviamente nós temos um longo caminho a percorrer", afirma Taylor. Mas a esperança no longo prazo é, segundo ela, utilizar o processo em corações de cadáveres humanos ou de porcos.

A idéia é retirar as células desses órgãos e substituí-las por células de uma pessoa que precise de um transplante. O próximo passo é refazer a experiência com corações de porcos.



 

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