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Suplemento de cálcio aumenta risco cardíaco,
afirma pesquisa
Suplementos de cálcio podem aumentar o risco de
ataques cardíacos em mulheres idosas, segundo
uma pesquisa da Universidade de Auckland, na
Nova Zelândia, publicada na revista
especializada "British Medical Journal".
O suplemento normalmente é receitado para
mulheres em idade pós-menopausa, para ajudar a
combater a perda de densidade óssea.
Pesquisas anteriores já tinham indicado que o
suplemento poderia até proteger contra doenças
vasculares, ao diminuir os níveis de colesterol.
Os pesquisadores agora acreditam que o
suplemento pode aumentar o risco de ataque
cardíaco por acelerar o endurecimento dos vasos
sangüíneos.
Estudo
A equipe da Universidade de Auckland acompanhou
1.471 mulheres saudáveis, na idade
pós-menopausa, por cinco anos.
Todas tomaram suplemento de cálcio ou placebo.
Os ataques cardíacos foram mais comuns no grupo
que tomou o suplemento.
Depois de uma análise detalhada dos dados, os
pesquisadores confirmaram 36 ataques cardíacos
entre 31 das mulheres que tomaram o suplemento,
em comparação com 22 ataques entre 21 mulheres
que tomaram o placebo.
As taxas de derrame e morte súbita também foram
mais altas entre as mulheres que tomaram o
cálcio, mas não foram conclusivas.
O coordenador da pesquisa, Ian Reid, disse que
"aparentemente este é um problema que
primordialmente atinge mulheres idosas, porque é
mais provável que elas tenham doenças cardíacas
do que as mulheres jovens".
"Assim sendo, parece fazer sentido uma
recomendação contra o suplemento de cálcio para
mulheres acima dos 70 anos, e para aqueles que
sabidamente têm doenças cardíacas."
Mais pesquisas
Mas Judy O'Sullivan, enfermeira cardíaca da
British Heart Foundation, disse ser necessária
uma pesquisa mais rigorosa antes que se tomem
conclusões firmes, particularmente porque
pesquisas anteriores indicaram conclusões muito
diferentes.
Segundo ela, "qualquer um que tenha sido
aconselhado por seu médico a tomar suplementos
de cálcio para proteger seus ossos não deve
parar apenas por conta deste estudo e sem
aconselhamento médico".
A nutricionista Pamela Mason, porta-voz do
Serviço de Informações sobre Suplementos, que é
financiado por vários fabricantes de
suplementos, disse que o estudo foi pequeno e
teve alta taxa de abandono.
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