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Cientistas encontram modo de "desarmar" o vírus ebola

Pesquisadores norte-americanos anunciaram ter conseguido criar uma forma de "desarmar" o vírus ebola, por meio de uma alteração genética. A técnica, entretanto, não foi desenvolvida para ser utilizada diretamente no tratamento da doença, mas sim para permitir que cientistas possam pesquisar o vírus de forma mais segura.

Os pesquisadores, da Universidade de Wisconsin-Madison, descobriram que a replicação do vírus depende de um gene chamado VP30, responsável pela sintetização de uma determinada proteína que permite o desenvolvimento do microorganismo na célula hospedeira.

Ao "desligar" o VP30, os cientistas afirmam ter tornado o vírus ebola incapaz de se replicar. Sem a proteína, o vírus não consegue se desenvolver.

"O vírus alterado não cresce em nenhuma célula normal", afirma Yoshihiro Kawaoka, pesquisador da UW-Madison School of Veterinary Medicine e principal autor do estudo. A pesquisa foi publicada na revista especializada "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Devido às características do vírus e porque não há tratamentos ou vacinas disponíveis, cientistas que pesquisam a doença têm de trabalhar sob rígidas condições de segurança, o que limita a pesquisa a poucos e pequenos laboratórios especializados.

A expectativa é que, com a descoberta, os cientistas possam trabalhar de forma mais segura com o vírus, ampliando as possibilidades de busca por uma vacina e medicamentos para a doença.

O ebola surgiu na década de 70 no Sudão e no Zaire. Atualmente, há diversas variações do vírus, que causa febre hemorrágica e, durante surtos, mata até 90% dos humanos infectados, segundo os pesquisadores.


 

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