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Pessoas saudáveis 'custam mais que obesas a
serviços de saúde'
Uma pesquisa feita por economistas holandeses
publicada na revista especializada mostrou que a
obesidade não aumenta os custos dos serviços
públicos de saúde - ao contrário do que se
pensava - porque obesos morrem mais cedo.
Segundo o estudo liderado pelo Instituto
Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente, os
tratamentos e cuidados com pessoas que levaram
uma vida saudável e acabam vivendo mais custam
bem mais aos cofres públicos do que os
tratamentos com obesos ou fumantes.
A estimativa é que, ao longo da vida, pessoas
saudáveis "custariam" US$ 50 mil (cerca de R$ 87
mil) a mais para os serviços de saúde.
No estudo, o economista Pieter van Baal e sua
equipe criaram três grupos hipotéticos de mil
pessoas com idade entre 20 e 56 anos para
comparação: um grupo de pessoas com peso
saudável, mas fumantes; um grupo de obesos
não-fumantes e um grupo de não-fumantes com o
peso saudável.
Os pesquisadores então estimaram, tomando como
base dados do serviço de saúde holandês de 2003,
a proporção de cada grupo que desenvolveria
doenças crônicas ao longo da vida e o provável
custo do tratamento médico dessas doenças.
Segundo os pesquisadores, o grupo de
não-fumantes com peso saudável apresentou os
custos médicos mais altos ao longo da vida (U$
417 mil, cerca de R$ 729 mil), porque eles vivem
por mais tempo e desenvolvem doenças
relacionadas ao envelhecimento.
Em média, as pessoas saudáveis viveram 84 anos.
Os fumantes viveram até os 77 anos e custaram
US$ 326 mil (cerca de R$ 570 mil); e os obesos
custaram U$ 371 mil (cerca de R$ 648 mil) e
viveram até os 80 anos. Os fumantes e obesos
apresentaram maior incidência de doenças
cardíacas do que os saudáveis.
A incidência de câncer - exceto o de pulmão -
foi a mesma nos três grupos. Os obesos foram os
que apresentaram maior incidência de diabetes e
os saudáveis, maior incidência de derrames.
O estudo não levou em consideração outros custos
de doenças relacionadas à obesidade e ao fumo,
como a diminuição da produtividade econômica
(muitos dos obesos e fumantes desenvolveriam
doenças durante a vida produtiva) ou custos
sociais.
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