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Tatuagens podem ser usadas como vacinas, diz
estudo
da Folha Online
Além de servirem como adorno, no futuro as
tatuagens também poderão ser benéficas para a
saúde, segundo informaram nesta quinta-feira (7)
cientistas alemães.
Os pesquisadores do German Cancer Research
Centre realizaram estudos em cobaias e
descobriram ser mais eficiente aplicar uma nova
geração de vacinas de DNA por meio de tatuagens
do que a forma padrão de injeções
intramusculares.
Apesar de promissora, essa nova geração de
vacinas --que utiliza fragmentos de DNA para
estimular a resposta imunológica-- demonstrou
pouca eficiência até o momento. A aplicação por
meio de tatuagem, de acordo com o estudo, ainda
pode melhorar seus resultados.
"A aplicação de DNA por meio de tatuagens pode
ser uma forma de difundir a aplicação comercial
da vacina de DNA", disse Martin Mueller, do
German Cancer Research Centre, em Heidelbergh.
Nos testes em cobaias, Mueller e seus colegas
utilizaram fragmentos da proteína do HPV (papilomavírus
humano), vírus transmitido sexualmente. A tinta
não foi empregada, o que fez com que a tatuagem
não deixasse marcas permanentes.
Eles aplicaram três doses da vacina de DNA por
meio de tatuagem, produzindo um nível de
anticorpos ao menos 16 vezes maior do que três
injeções intramusculares.
Como resultado, a tatuagem --que mede cerca de
um centímetro quadrado-- causa feridas e
inflamações, sendo mais dolorosa, porém mais
eficiente que as injeções normais.
"Provavelmente é isto que faz com que a vacina
tenha melhores resultados do que as injeções
normais, pois o tecido é avariado e isto afeta
as células imunológicas, estimulando os
antígenos", disse Mueller.
A pesquisa foi publicada no jornal on-line "Genetic
Vaccines and Therapy".
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