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"Bafômetro" poderia detectar tumores, diz estudo
Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram
um analisador a laser que pode ser capaz de
ajudar médicos a detectar câncer, asma e outras
doenças por meio do hálito do paciente.
O aparelho usa espelhos que fazem com que o
laser toque em cada molécula que o paciente
exala em uma única baforada, afirmou a equipe de
pesquisadores ao periódico Optics Express,
publicado nesta terça-feira. A técnica pode
ajudar a detectar em minutos traços de compostos
que podem indicar presença de várias doenças,
incluindo câncer, asma, diabetes e problemas nos
rins, afirmaram os cientistas.
"Esta tecnologia revela de uma vez um quadro
amplo de muitas moléculas diferentes presentes
no hálito", disse Jun Ye, que liderou a equipe
de pesquisadores da Universidade de Colorado.
Quando animais e pessoas respiram, eles exalam
não apenas gases que não são necessários, como o
dióxido de carbono, mas também compostos que são
produzidos com o metabolismo das células.
"Até agora os cientistas identificaram mais de
mil diferentes compostos presentes na respiração
humana", escreveu a equipe de Ye no relatório da
pesquisa, disponível na Internet (www.opticsinfobase.org/abstract.cfm?URI=oe-16-4-2387).
Alguns indicam funcionamento anormal do corpo,
como a metilamina, produzida em grandes
quantidades quando ocorrem problemas no fígado
ou nos rins; amônia, criada quando os rins não
estão funcionando corretamente; ou níveis
elevados de acetona, causados por diabetes.
Pessoas com asma podem produzir muito óxido
nítrico, exalado na respiração, enquanto
fumantes produzem níveis elevados de monóxido de
carbono. Em 2006, pesquisadores descobriram que
cães podem ser treinados para sentirem presença
de câncer no hálito de pacientes. O índice de
precisão foi de 99%.
O aparelho criado pela equipe de Ye possui uma
cavidade óptica, um espaço entre dois espelhos.
Quando um laser é emitido neste espaço, o facho
de luz é rebatido múltiplas vezes neste espaço,
batendo contra todas as moléculas presentes no
espaço, afirmou a equipe de cientistas.
Reuters
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