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Cientista alerta para doenças infecciosas
emergentes
O mundo poderá sofrer uma onda de Doenças
Infecciosas Emergentes (DIEs), e os principais
focos dessas novas doenças serão a Índia e a
África Subsaariana. A defensora da idéia é Kate
Jones, especialista em biodiversiddade da
Sociedade Zoológica de Londres e a primeira
autora do relatório de um estudo internacional
nesta área, citada pelo jornal local The Times
of India de hoje.
"A Índia correrá o risco de sofrer novas
epidemias enquanto a população humana se expande
para as zonas selvagens, entrando em contato com
uma grande variedade de animais que poderão
portar doenças incomuns", explicou a cientista.
De acordo com Kate Jones, as DIEs que poderão
surgir na Índia no futuro serão causadas,
principalmente, pela expansão humana para as
zonas selvagens e despovoadas. Por isso, a
prevenção contra uma futura intrusão nas áreas
de alta biodiversidade é urgente, acrescentou.
Pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres,
da Universidade de Geórgia e do Instituto da
Terra da Universidade de Colúmbia, ambos dos
Estados Unidos, analisaram 335 casos de DIEs
registrados desde 1940.
De acordo com os resultados do estudo, as
zoonoses são as mais correntes e importantes
causadoras de novas DIEs. E a maioria dessas
doenças emergentes, como a SARS e o vírus Ebola,
vieram de mamíferos.
De acordo com o mesmo estudo, no mundo inteiro,
as DIEs quase quadruplicaram nos últimos 50
anos. Mais doenças surgiram nos anos 1980 do que
em qualquer outra década, provavelmente devido à
pandemia de HIV/aids, causadora de outras novas
doenças. Na década de 1990, doenças transmitidas
por insetos chegaram ao seu ponto mais alto,
provavelmente em reação às rápidas mudanças
climáticas da década.
A equipe também elaborou um mapa detalhado que
indica as zonas mais vulneráveis às DIEs. Além
da Índia, a África Subsaara é uma outra região
ameaçada.
De acordo com os pesquisadores, cerca de 20% de
novas DIEs são variações de patologias já
conhecidas, como tuberculose, mas que agora se
apresentam resistentes a vários medicamentos.
Agência Xinhua
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