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Estudo identifica proteínas da expansão
estomacal
Cientistas britânicos dizem ter identificado a
atuação de duas proteínas que controlam a
expansão do estômago e sugerem que a descoberta
pode auxiliar no tratamento de problemas
relacionados à obesidade.
De acordo com o estudo, publicado na edição de
março da revista científica Journal of
Pharmacology and Experimental Therapeutics, os
pesquisadores da University College London
identificaram que a atividade das proteínas P2Y1
e P2Y11 regula o relaxamento do estômago para
que o órgão possa acomodar refeições grandes.
O estômago humano tem um volume interno de 75
mililitros, mas ao relaxar sua parede muscular é
capaz de expandir o volume interno para 2 l ou
mais - ou seja, quase 25 vezes o tamanho normal.
A expansão do estômago é controlada pelos nervos
localizados dentro da parede estomacal. De
acordo com o estudo, estes nervos liberam
moléculas que estimulam a atividade das
proteínas P2Y1 e P2Y11, presentes nas células
musculares e, portanto, na parede do estômago. A
atuação das proteínas foi observada em porcos da
Índia, mas, segundo os cientistas, elas também
são encontradas no estômago dos humanos.
Obesidade
"O mecanismo de controle do relaxamento do
estômago pode representar um alvo para futuros
tratamentos para controlar o peso e reverter a
obesidade", disse Brian King, que liderou o
estudo.
"Estamos procurando identificar medicamentos que
possam bloquear a atividade do receptor PY211 e,
portanto, prevenir o relaxamento do estômago",
afirmou King. "Ao bloquear o mecanismo do P2Y11,
as pessoas teriam mais controle do que estão
ingerindo, já que o volume das refeições seria
menor", acrescentou o pesquisador.
Atualmente, os procedimentos mais comuns para
reduzir a capacidade do estômago são as
cirurgias de redução do estômago, que são
criticadas pelos efeitos colaterais que podem
produzir nos pacientes. De acordo com Ian
Campbell, diretor da ONG Weight Concern, que
trabalha com questões relacionadas à obesidade,
um tratamento alternativo para obesidade seria
bem-vindo.
Segundo Campbell, as cirurgias de redução do
estômago são caras e arriscadas e, apesar da
eficácia de tratamentos recentes que suprimem o
apetite ou reduzem a absorção de gordura, os
efeitos destes medicamentos a longo prazo ainda
são desconhecidos.
"Nós ainda temos muito o que aprender sobre o
complexo modo de controle do apetite e da
ingestão de alimentos", afirmou o diretor da
Weight Concern. "Para muitas pessoas, o uso de
medicamentos é uma ajuda importante para a perda
de peso, mas a mudança no estilo de vida
continua sendo a melhor maneira para controlar o
peso", conclui Campbell.
BBC Brasil
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