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Brasil vive vulnerabilidade de entrada de vírus
4 da dengue, diz secretário
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A entrada no país do vírus tipo 4 da dengue
--que ainda não tem casos confirmados pelo
Ministério da Saúde no Brasil-- é iminente,
segundo avaliação do secretário nacional adjunto
de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta.
Ele informou que o Ministério da Saúde realiza
monitoramento freqüente dos vírus da doença que
circulam no país, mas que, por causa da
existência do tipo 4 em países vizinhos, como a
Venezuela, é difícil evitar sua entrada em
território brasileiro.
"Em função da globalização e do grande fluxo de
pessoas, é muito provável que aconteça [a
entrada do tipo 4 no Brasil]", afirmou Pimenta,
em reunião realizada na manhã desta quinta-feira
no Rio. "A introdução desse sorotipo, no
momento, iria complicar ainda mais a situação em
relação à transmissão de dengue no país".
Pimenta disse que, no ano passado, o ministério
realizou testes para verificar a possibilidade
de casos com o vírus em Manaus (AM), mas as
amostras --analisadas por laboratórios de
referência-- mostraram contaminação apenas do
tipo 3, já existente no Brasil.
"Claro que o Ministério da Saúde trabalha com
essa hipótese [da entrada do tipo 4]. Em
levantamento que fizemos junto com a Secretaria
Estadual de Saúde do Amazonas, constatamos que
cerca de 35 mil pessoas viajam por mês do
Amazonas para Venezuela. Isso é uma situação de
vulnerabilidade", afirmou.
"Países da América Central como Venezuela e
Honduras têm dengue 4 circulando, por isso é
muito importante manter essa rede de
monitoramento viral. Entretanto, ninguém pode
afirmar que isso pode acontecer no mês que vem,
ano que vem ou daqui a dois anos".
Em 2007, o Ministério da Saúde analisou 12 mil
amostras de sangue de pessoas infectadas com a
dengue como parte do monitoramento de uma
possível entrada do tipo 4, disse o secretário
adjunto. "Mantemos monitoramento viral, através
de análises de amostras de sangue de pacientes
com dengue, para que se possa detectar
precocemente a entrada de um novo sorotipo e
evitar a sua dispersão".
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