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Alemão cria polêmica com máquina para eutanásia
da Folha Online
Um ex-político alemão está causando polêmica na
Alemanha por ter criado uma "máquina da
eutanásia", que permitiria que um paciente em
estado terminal pudesse administrar em si mesmo
doses letais de certas substâncias. Com a
máquina, Roger Kusch, ex-ministro da Justiça em
Hamburgo, quer livrar médicos de acusações de
eutanásia.
O aparelho é uma versão de um aparelho utilizado
para injetar medicamentos nos pacientes por um
longo período de tempo. De acordo com a CNN, o
que Kusch fez foi permitir que a própria pessoa
controle o equipamento.
Ao pressionar um botão, o paciente tomaria uma
dose de anestésico e uma quantidade letal de
cloreto de potássio, que pode levar à morte em
minutos. "É o método mais tolerável para aqueles
que desejam morrer", disse ele ao site da
emissora.
O debate sobre a eutanásia voltou à tona na
Europa no mês passado após a morte da francesa
Chantal Sébire, que faleceu após ter consumido
uma dose mortal de barbitúricos. A mulher, que
tinha um tumor incurável que lhe causava muitas
dores, apareceu morta dias depois de um tribunal
francês negar o pedido para que ela recebesse a
eutanásia ativa.
Para fugir da proibição, alguns pacientes
europeus recorrem a países como a Suíça, onde a
eutanásia é permitida, para realizar o
procedimento. Segundo o jornal "The Times",
cerca de 700 pessoas já foram a Zurique para
fazer eutanásia com o apoio da organização
Dignitas.
De acordo com Kusch, como ao usar a máquina o
paciente estaria de fato tirando a própria vida,
os médicos estariam livres de processos
judiciais. Mas ainda assim, ele reconhece que os
profissionais teriam de preparar as substâncias
e ajustar a máquina.
Mas a idéia do ex-ministro foi muito criticada.
"É contra o espírito da ética, o espírito de
nossas tradições éticas, o espírito da imagem
cristã do homem e contra o espírito da nossa
lei", afirma Wolfgang Huber, líder da igreja
luterana alemã.
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