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Experimento consegue "prever" decisão cerebral
As decisões atribuídas ao livre arbítrio humano
podem ser formadas inconscientemente vários
segundos antes de o cérebro tomar consciência
delas. Essa é a conclusão defendida por um
estudo publicado no domingo (13) pela revista "Nature
Neuroscience". O trabalho se baseou em um
experimento no qual voluntários tiveram seus
cérebros monitorados por ressonância magnética.

No teste, elaborado por cientistas do Instituto
Max Planck para Cognição Humana e Ciências
Cerebrais, de Leipzig (Alemanha), pessoas tinham
de decidir livremente por apertar um de dois
botões em um controle. Ao mesmo tempo ficavam
olhando uma seqüência de letras projetada numa
tela, que não deveria influir na decisão. Os
voluntários tinham apenas de dizer que letra
estavam observando quando finalmente decidiam
qual botão apertar.
Comparando o momento em que as pessoas se diziam
conscientes de suas decisões com padrões de
atividade cerebral registrados no aparelho de
ressonância magnética, os cientistas tiraram sua
conclusão.
"Descobrimos que o resultado de uma decisão pode
ser codificado como atividade cerebral nos
córtices pré-frontal e parietal [regiões na
superfície do cérebro] até dez segundos antes de
entrarem na consciência", escrevem os autores do
estudo, liderado por John-Dylan Haynes.
"A impressão de que podemos escolher livremente
entre duas possíveis linhas de ação é essencial
para nossa vida mental. Contudo, é possível que
essa experiência subjetiva de liberdade não seja
mais do que uma ilusão e nossas ações sejam
iniciadas por processos mentais inconscientes
bem antes de tomarmos consciência de nossa
intenção de agir."
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