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EUA investigam se vacina causou autismo infantil

Uma Corte norte-americana recomeçou nesta semana as audiências para decidir se uma substância em vacina levou milhares de crianças a se tornarem autistas. O tribunal está avaliando se o governo americano deve pagar milhões de dólares em indenizações a pais de cerca de 4,8 mil crianças autistas, que alegam que o thimerosal, um conservante que contém mercúrio, danificou os cérebros de seus filhos.

Em 2001, o thimerosal foi removido de todas as vacinas infantis comuns aplicadas nos Estados Unidos. De acordo com o jornal The New York Times, todos os estudos relevantes e organizações científicas que examinaram a questão não encontraram uma relação entre vacinação e autismo, mas os pais e seus advogados insistiram na queixa.

As alegações estão sendo ouvidas numa corte especial criada pelo Congresso americano há 20 anos, quando uma série de notícias alarmantes quase derrubou a indústria de vacinas. A audiência deve durar de duas a três semanas, e a decisão final não deve sair antes do próximo ano.

No ano passado, o governo americano reconheceu que Hannah Poling, 9 anos, uma menina autista de Athens, Georgia, possa ter sido prejudicada por vacinas.

As experiências de dois meninos de 10 anos de Portland, no Estado de Oregon, estão no centro da questão. Os meninos, William Mead e Jordan King, estavam crescendo normalmente até serem vacinados, disse Thomas Powers, um advogado que os representa. Mas o acúmulo de mercúrio em seus cérebros das vacinas contendo thimerosal levou os meninos a regredirem, afirmou Powers.

As alegações dos dois meninos são casos-chave para determinar se os pais de crianças em milhares de histórias similares devem receber indenização. No ano passado, Powers apresentou perante a corte especial o caso de Michelle Cedillo, que Powers alegou ter sido prejudicada pelas vacinas contendo thimerosal e vacina contra sarampo, cachumba e rubéola, que não continham thimerosal.

Na metade deste ano, a Corte ouvirá um caso no qual os advogados vão argumentar que a vacina de sarampo, cachumba e rubéola era a única causa de autismo.

Os autores das ações e seus advogados têm procurado por anos retardar as audiências sobre as reclamações das vacinas, à espera de novas pesquisas ou dados do governo americano sustentariam seus argumentos.

Entretanto, a reclamação de que o thimerosal ttivesse um efeito importante nas crianças tem-se tornado mais difícil de sustentar a cada ano que passa. A remoção da substância não parece ter tido efeito nas taxas de autismo.
 

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