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Fratura de fêmur oferece risco de morte a idoso;
chave é a prevenção
FÁBIO
GRELLET
do Agora
A maioria dos idosos passa a maior parte do dia
dentro de casa e imagina que, assim, está livre
de acidentes que possam colocar em risco sua
saúde. Mas a realidade não é bem essa. Acidentes
domésticos são bastante comuns e representam até
perigo de morte para os idosos, que têm ossos
mais frágeis do que os jovens: 20% das pessoas
com mais de 60 anos que fraturam o fêmur acabam
morrendo em decorrência de complicações durante
o tratamento.
Segundo a médica Evelin Goldenberg,
reumatologista do Hospital Israelita Albert
Einstein, entre as complicações mais freqüentes
do período de recuperação figuram embolia
pulmonar resultante da cirurgia e infecções.
Mesmo se sobreviver, o idoso corre o risco de
perder a mobilidade e enfrentar depressão.
O efeito das quedas de idosos é mais grave
porque seus ossos são mais frágeis. A estrutura
óssea do ser humano chega ao auge por volta dos
30 anos, diz Evelin. "A partir dos 40 anos, as
mulheres perdem 1% da densidade óssea a cada
ano, enquanto os homens perdem 0,5%. Então,
quanto mais idosa for a pessoa, mais frágil é
seu esqueleto", explica a médica.
Essa perda óssea é considerada normal. Quando
ela acontece de forma mais rápida,
caracteriza-se a osteoporose, doença mais comum
em mulheres, especialmente após a menopausa,
devido à influência hormonal. As fraturas mais
comuns entre vítimas da osteoporose ocorrem no
fêmur, na coluna e no punho.
Para evitar quedas em casa, bastam algumas
medidas simples. Não deixar tapetes soltos,
nunca manter pisos escorregadios nem desníveis
no chão, manter iluminação adequada e não deixar
fios soltos em trechos de passagem são algumas
dicas. Outra medida importante é ter acesso
fácil ao telefone, para pedir socorro.
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