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Proibição do fumo muda comportamento de
usuários, diz estudo
da Efe, em Paris
A multiplicação
dos espaços sem fumaça graças às políticas de
luta contra o tabagismo também tem efeito
benéfico sobre o comportamento e a saúde dos
fumantes, segundo um relatório de especialistas
ligados à OMS (Organização Mundial da Saúde).
De acordo com um estudo publicado pelo Centro
Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIPC),
os benefícios para a saúde dos fumantes serão
mais duradouros à medida que as políticas contra
o fumo integrarem uma estratégia global contra o
tabagismo.
Proibir o fumo no trabalho ajuda a diminuir o
tabagismo entre os adultos, já que os fumantes
acendem menos cigarros, segundo os pesquisadores
do CIPC. Eles enfatizam que as leis também
reduzem o consumo entre os jovens e a incidência
de problemas cardíacos.
Todas essas políticas têm diminuído
sensivelmente a exposição dos fumantes passivos
à fumaça e às suas conseqüências. Mas os autores
do estudo, dirigido por John Pierce, da
Universidade de San Diego (Estados Unidos), e
Maria Leon, da equipe de tabagismo e câncer do
CIPC, afirmam que "as políticas antitabaco não
diminuem a prática em bares e restaurantes".
O diretor do CIPC, Peter Boyle, também lembrou
que, atualmente, "o tabagismo é a principal
causa evitável de mortes prematuras por doença
crônica nos países de renda elevada". Cálculos
indicam que, no mundo todo, 450 milhões de
pessoas morrerão por causa do tabagismo até
2050.
"A prioridade para reduzir este número é impedir
que os fumantes atuais fumem. As provas da
eficácia das políticas contra o tabaco
fornecidas por esta avaliação deveriam levar a
uma aplicação mais generalizada", destacou
Boyle.
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