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MPF entra com ação contra imagens de advertência
sobre cigarro
da Folha Online
O Ministério Público Federal em Santa Catarina
entrou na Justiça com uma Ação Civil Pública
contra a União e a Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária), em razão da
obrigatoriedade de fabricantes de cigarros
exibirem imagens de advertência em anúncios e
rótulos dos produtos. A informação é do blog do
Frederico Vasconcelos.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional de
Câncer), o Brasil foi o segundo país a adotar
imagens de advertência como estratégia para
diminuir a prevalência e evitar a experimentação
do cigarro por jovens e adolescentes. Desde
2001, os fabricantes de produtos de tabaco são
obrigados, por lei, a inserirem advertências
sanitárias ilustradas com fotos.
Para o procurador da República em Blumenau, João
Marques Brandão Néto, as imagens atingem o
fundamento constitucional da dignidade da pessoa
humana.
"Como a campanha foi estendida para além das
embalagens de cigarro, ao entrar em qualquer
lanchonete, loja de conveniência, restaurante ou
bar, entre outros, os cidadãos são aterrorizadas
pela foto de um cadáver com o crânio rachado ou
um feto morto dentro de um cinzeiro", argumenta
o procurador, na ação.
No último mês de maio, o governo apresentou as
novas imagens de advertências de embalagens de
produtos com tabaco.
Entre as novas ilustrações, há um bebê morto
dentro de um cinzeiro, uma cirurgia cardíaca,
uma mãe e um filho assistindo à morte do pai e o
cadáver de um fumante em uma mesa de necrotério.
A cada ano, o cigarro mata 200 mil pessoas no
Brasil, segundo o Inca.
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