|
|
|
América Latina tem 140 mil novos infectados pelo
HIV
Marina Mello
Direto de Brasília
Dados divulgados pelo Relatório Global sobre a
Epidemia de Aids do Programa Conjunto das Nações
Unidas para a Aids (Unaids) apontam que,
atualmente, 40% das pessoas infectadas com o
vírus na América Latina estão no Brasil.
Segundo o estudo, em 2007, estima-se que houve
140 mil novas infecções pelo HIV, elevando a 1,7
milhão o número de pessoas vivendo com o vírus
na América Latina.
De acordo com o Unaids, as maiores epidemias
estão nos países com maiores populações, como
Brasil, onde vivem aproximadamente 730 mil
infectados, e o México, com 200 mil pessoas
vivendo com o vírus.
Apesar de ser destaque entre os casos da América
Latina, o Brasil é considerado por
representantes do Unaids como um exemplo para
outros países do mundo, não só na prevenção como
também no tratamento da aids. O País foi um dos
primeiros a conseguir estabilizar o número de
infectados pelo HIV.
O Unaids estima que, desde meados do ano 2000, o
Brasil conseguiu manter o índice de 30 mil novos
casos por ano, índice que foi repetido em 2007.
"Apesar de o patamar ainda ser elevado, somos
vistos como um exemplo para o mundo pois estamos
conseguindo graças a ações de governo conter o
aumento da epidemia", afirma Eduardo Barbosa,
diretor adjunto do Programa de DST Aids do
Ministério da Saúde.
Além disso, os responsáveis pelo estudo apontam
o aumento na distribuição e no uso de
preservativos como uma das grandes conquistas do
País na prevenção à doença. Outro dado positivo
apresentado hoje comprova que o Brasil tem
conseguido conter a chamada transmissão vertical
em gestantes.
Segundo o coordenador do Unaids no Brasil, Pedro
Chequer, a melhora no pré-natal feito na rede
pública possibilitou esse avanço. Mas os dados
positivos se devem ainda ao aumento no chamado
teste rápido, no qual a gestante descobre em 30
minutos se tem o vírus, desta forma, buscar
tratamento adequado para que o bebê não seja
infectado pela doença.
O coordenador explicou que a situação poderia
ser ainda melhor se existisse um "compromisso
ético" do País para que a as redes pública e
privada passassem a oferecer o teste rápido para
todas as gestantes.
"É um equívoco dizer que não existe prevenção
para a aids. Tem sim: a prevenção da transmissão
vertical pode chegar a praticamente zero se a
rede de saúde disponibilizar o teste e o
tratamento", disse.
|
|
|