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Estudo associa mortalidade
a pouca vitamina D
Pessoas com baixos índices de vitamina D
parecem sofrer maior risco de morrer por várias doenças, de
acordo com um estudo feito por especialistas americanos.
Os pesquisadores não sabem explicar o mecanismo por trás das
mortes, mas dizem que se a relação entre vitamina D e
mortalidade for confirmada, doses suplementares da vitamina
poderão ser receitadas a alguns indivíduos no futuro.
O estudo foi incluído na edição de agosto da publicação
científica Archives of Internal Medicine.
A vitamina D é produzida no corpo pela exposição ao sol. Ela
também pode ser encontrada em peixes oleosos, gema de ovo e
margarina.
Pressão sangüínea
O pesquisador Michal L. Melamed e equipe, do Albert Einstein
College, em Nova York, analisaram os índices de vitamina D
no sangue de 13.331 pessoas de ambos os Patologias.
Os participantes tiveram seus níveis de vitamina D
monitorados entre 1988 e 1994. Até o ano de 2000, 1.806
indivíduos do grupo haviam morrido.
Os pesquisadores dividiram o total de participantes em
quatro grupos, de acordo com o índice de vitamina D
apresentado. Eles verificaram que o número de mortes no
grupo com o menor índice de vitamina D no sangue - menos de
17,8 nanogramas por mililitro - foi 26% maior em comparação
com as mortes ocorridas no grupo com o maior índice.
Os autores sugerem que baixos níveis de vitamina D podem
estar associados à morte por causa do seu efeito na pressão
sangüínea e na habilidade do organismo de responder à
insulina.
Os especialistas também associam deficiência de vitamina D à
obesidade e ao diabetes.
Pesquisas anteriores
O estudo da equipe americana cita pesquisas anteriores, que
indicam que a deficiência de vitamina D contribui para
doenças cardiovasculares, câncer e morte.
Os pesquisadores também se baseiam em dados estatísticos
mostrando que incidentes cardiovasculares são mais comuns no
inverno, quando os índices de vitamina D são menores.
Também como evidência, o estudo americano cita estatísticas
segundo as quais índices de sobrevivência ao câncer são
melhores se a doença é diagnosticada no verão, quando os
níveis de vitamina D no sangue são maiores.
"Mais estudos de observação são necessários para confirmar
estas descobertas e estabelecer os mecanismos por trás
destes resultados", diz o estudo.
"Se confirmados, testes clínicos aleatórios serão
necessários para determinar se suplementos de vitamina D em
doses maiores poderiam ter algum benefício potencial em
reduzir risco futuro de mortalidade nos (indivíduos) com
deficiência de vitamina D".
Especialistas sugerem que o índice ideal de vitamina D no
sangue seja 30 nanogramas por mililitro ou mais.
Cerca de 41% dos homens e 53% das mulheres nos Estados
Unidos têm índices inferiores a este.
Mulheres
Em outro estudo publicado nesta semana na publicação
científica Annals of Rheumatic Diseases, pesquisadores
britânicos sugerem que baixos índices da vitamina D podem
contribuir para dor crônica entre mulheres.
Segundo os especialistas, o mesmo não se aplicaria aos
homens - um indício de que pode haver interferência de
hormônios no fenômeno.
Médicos advertem, no entanto, que o excesso de vitamina D
pode ter efeitos tóxicos.
No Brasil, a dose recomendada de vitamina D é 5 a 10
microgramas diários, podendo subir para 15 microgramas em
idosos.
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