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Banco aquecido pode
"fritar" espermatozóides, diz estudo
da Folha Online
A temperatura dos assentos aquecidos, disponíveis em alguns
carros, pode afetar a produção de espermatozóides, sugere um
estudo realizado na Universidade de Giessen, na Alemanha, e
publicado na edição desta semana da revista "New Scientist".
Na condição ideal para a produção de espermatozóides, os
testículos devem estar 1 ou dois graus abaixo da temperatura
média do corpo, de 37 ºC.
Para analisar o impacto do aquecimento dos bancos na
fertilidade masculina, os pesquisadores analisaram a
temperatura dos testículos de 30 homens saudáveis que
passaram 90 minutos sentados em assentos aquecidos e o mesmo
período em bancos normais.
Depois de uma hora, a temperatura média observada aumentou
para 37,3 ºC e a máxima, observada em um dos participantes,
foi de 39 ºC. Em contrapartida, ao passar o mesmo período
sentados em bancos sem aquecimento, a temperatura máxima
atingida pelos testículos dos participantes foi de apenas
36,7 ºC.
Impacto
Segundo a "New Scientist", o pesquisador Andréas Jung, que
liderou o estudo, explica que apesar do aumento modesto na
temperatura, a diferença é suficiente para prejudicar o
processo de produção dos espermatozóides.
A revista ressalta ainda que pesquisas anteriores já haviam
demonstrado que permanecer sentado em um banco de carro
normal por períodos prolongados provocava aumento da
temperatura dos testículos.
Apesar de observar o impacto na produção, a equipe de
cientistas não testou a qualidade ou quantidade de
espermatozóides dos participantes. Os bancos aquecidos são
populares em diversos países europeus por conta dos invernos
rigorosos que atingem algumas regiões.
No Brasil, os assentos fazem parte dos atributos opcionais
que podem ser instalados em carros de algumas montadoras.
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