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Atividade física combate
predisposição genética à obesidade, diz estudo
da France Presse, em
Washington
A atividade física permite minimizar o risco de ganhar peso
em pessoas com disposição genética para engordar, revela um
estudo de pesquisadores americanos publicado nesta
segunda-feira.
As mutações genéticas ligadas à predisposição à obesidade
estão presentes em 30% da população européia, destaca
Evadnie Rampersaud, da Universidade de Miami (Flórida),
principal autor do estudo.
Para determinar o impacto do exercício e do regime alimentar
sobre a predisposição a engordar, os médicos analisaram o
DNA de 704 adultos amish, comunidade descendente de
europeus, com boa saúde e com idade média de 43,6 anos,
sendo 53% homens e 47% mulheres.
Os participantes, recrutados entre 2003 e 2007, foram
submetidos a uma série de testes fisiológicos, incluindo uma
avaliação de sua atividade física durante sete dias.
No total, 54% dos homens e 63,7% das mulheres sofriam de
excesso de peso, incluindo 10,1% e 30,5% de obesos,
respectivamente.
Uma análise genética mostrou que 26 mutações do gene FTO da
obesidade estavam ligadas ao índice de massa corporal. Os
pesquisadores separaram então os participantes em dois
grupos, em função do nível de atividade física.
As predisposições genéticas se manifestaram apenas entre os
indivíduos sedentários ou que realizavam pouca atividade
física, e não tiveram efeito sobre os mais ativos que a
média.
"O aumento de peso que resulta da presença desta
predisposição genética é mais fraco e estatisticamente
insignificante entre as pessoas fisicamente muito ativas",
destacam os autores do estudo, publicado na edição
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