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Poluição causa alterações pulmonares em fetos, diz estudo
da Efe, em Berlim
A poluição atmosférica fomenta alterações pulmonares no feto
humano, quando a mãe respira elevadas concentrações de
partículas em suspensão, afirma um estudo suíço apresentado
nesta terça-feira (7), em Berlim.

Até agora os cientistas afirmavam que a poluição só podia
prejudicar os pulmões infantis em idade escolar. Entretanto,
um cientista da Universidade de Berna, na Suíça, investigou
a relação entre a poluição atmosférica e os problemas
pulmonares no caso de 241 recém-nascidos.
Philipp Latzin analisou as proporções de ozônio, de dióxido
de nitrogênio (NO2) e de partículas em suspensão (PM10) que
as grávidas respiraram e levou em conta a proximidade da
casa das futuras mães de grandes vias.
Finalmente, e durante as cinco semanas posteriores ao
nascimento, mediu a capacidade pulmonar dos recém-nascidos.
Ele chegou à conclusão de que os filhos daquelas mães que
tinham respirado ar com elevadas concentrações de partículas
em suspensão mostravam alterações respiratórias.
Os filhos de mulheres que vivem perto de estradas com muito
tráfego respirariam mais rápido --48 vezes por minuto. O
estudo conclui que os bebês cujas mães respiraram ar muito
contaminado durante o último terço da gravidez sofriam mais
infecções nas vias respiratórias que os outros.
Latzin suspeita que a poluição ataca os pulmões das mães,
reduzindo a irrigação sangüínea que chega à placenta, onde
acontece a troca de oxigênio e nutrientes entre a mãe e
feto. Outra hipótese indica que as partículas em suspensão
se misturam no sangue do bebê, alterando seu ritmo
respiratório.
A terceira hipótese apresentada por Latzin para explicar os
danos pulmonares seria uma alteração no metabolismo da mãe,
que frearia o crescimento do feto e a formação do pulmão
infantil.
De qualquer forma, os cientistas consideram que os
resultados do estudo demonstram que é necessário reduzir os
poluentes do ar, já que "a influência adiantada sobre as
vias respiratórias levam a um aumento das doenças pulmonares
e uma menor esperança de vida", afirma o relatório.
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