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Vacinas protegem cães adultos contra doenças de cura difícil
LUCIANA BUGNI
da Revista da Hora
Que filhotes precisam ser vacinados antes de botarem as
patinhas fora de casa todo dono sabe. Mas ver o bichinho
crescer não é sinônimo de deixar de se preocupar com as
vacinas.
Esse cuidado deve ser estendido por toda a vida do animal: a
imunização contra raiva e outras doenças (veja quadro ao
lado) precisa ser renovada todos os anos. "Passado um ano
[da última vacina], é possível até atrasar um ou dois meses.
Mas passar quatro ou cinco pode ser suficiente para que ele
contraia alguma doença", afirma Paulo Sergio Salzo,
veterinário da universidade Metodista.
Essa renovação melhora os anticorpos dos cães e mantém ativa
a blindagem contra as doenças. "É importante que o
veterinário faça exames de rotina no animal. Funciona como
um check-up. Se for diagnosticado algum problema, não se
pode aplicar a prevenção e sim fazer o tratamento adequado",
diz a veterinária Maria Marta Amaral Lecci Capelli.
Segundo a especialista, doenças para as quais há vacina,
como a leptospirose, transmitida pelo contato com urina de
ratos infectada, e a cinomose, que se pega pelo ar, são
muito difíceis de serem curadas.
"Infelizmente, há proprietários que só entendem que a
prevenção é o melhor caminho depois de perder um ou vários
cachorros", diz. Segundo ela, a justificava mais comum dos
donos para deixar de vacinar é financeira --uma aplicação
custa cerca de R$ 40. Mas, se o cão contrair uma doença, o
tratamento provavelmente será mais caro.
"Vacinar corretamente representa ir ao veterinário apenas
uma vez por ano", diz ela.
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