|
Ação de molécula fortalece conexões neuromusculares, diz
estudo
da Efe, em Santiago do Chile
Cientistas de vários países descobriram que a molécula Wnt3,
secretada por neurônios motores, ajuda a fortalecer as
conexões neuromusculares, possibilitando, assim, a cura de
algumas doenças degenerativas do sistema nervoso.

Segundo Juan Pablo Henríquez, da Universidad de Concepción,
um estudo do qual ele participou constatou que a molécula
Wnt3 auxilia outra estrutura, chamada agrina, cuja função é
coordenar as conexões entre neurônios e músculos, a permitir
o movimento coordenado do esqueleto.
As falhas nas conexões neuromusculares causam doenças
neurodegenerativas como esclerose lateral amiotrófica (ELA),
a mesma que acomete o cientista britânico Stephen Hawking, e
paralisias ocasionadas por traumatismos na medula espinhal.
Os pesquisadores que fizeram a descoberta concluíram que
doenças desse tipo podem ser curadas se, no corpo de seus
portadores, for implantada ou fortalecida a molécula Wnt3,
que reabilitaria as conexões neuromusculares que permitem o
movimento.
"Atualmente, estamos pesquisando como o músculo e os
neurônios processam a informação que lhe fornece a molécula
Wnt3", explicou o Henríquez.
O analista chileno destacou que um ponto essencial no estudo
é conhecer como o organismo arma as conexões do sistema
nervoso, fase que se dá durante o desenvolvimento fetal e
que é considerada determinante, já que para alcançar a cura
é preciso restabelecer as conexões neuromusculares dos
doentes.
"Na medida que formos aprendendo como a natureza armou as
conexões do sistema nervoso, melhor capacitados estaremos
para repará-las quando falharem', acrescentou Henríquez.
|