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Brasil vai ter programa para tornar cirurgias mais seguras
Um simpósio que ocorre hoje e amanhã no Hospital
Sírio-Libanês, em São Paulo, lança um projeto internacional
voltado para tornar as cirurgias mais seguras.
Chamada "Cirurgias Seguras Salvam Vidas", a iniciativa foi
criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que fez uma
parceria com 284 organizações e ministérios da saúde de
diversos países -entre eles, o Ministério da Saúde
brasileiro e o Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
Foi elaborado um protocolo com normas de segurança em
procedimentos cirúrgicos, que será distribuído a médicos e
hospitais no país.
"É um check-list, com várias etapas a serem cumpridas para
melhorar a segurança em cirurgias. Aborda desde a incisão na
pele até o momento anterior à saída do paciente da sala",
afirma Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do
CBA (Consórcio Brasileiro de Acreditação), que ajuda a
organizar o evento. O CBA é representante no Brasil da JCI (Joint
Comission International), que participou da elaboração do
protocolo.
Santos acrescenta que o protocolo não será compulsório, mas
educativo.
Segundo ela, não há dados no país sobre o número de eventos
cirúrgicos adversos, mas levantamentos mundiais mostram que
é relativamente alto.
A OMS estima que uma em cada 25 pessoas se submeta a uma
cirurgia por ano -o total, de acordo com o órgão, é de 240
milhões de intervenções no mundo todo.
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