Alergias podem levar a depressão, diz
estudo
A primavera sempre traz um surto de espirros, fungadas e
narizes entupidos. Mas alergias sazonais podem ser
psicologicamente prejudiciais? Uma onda de pesquisa
emergente sugere que pode acontecer. Ainda que não haja
evidências firmes que alergias causam depressão, vastos
estudos mostram que pessoas que sofrem de alergia
realmente apresentam maior risco de depressão.

Alergias graves podem trazer sonolência, dores de
cabeça, fadiga e uma sensação geral de mal-estar físico,
que juntos podem piorar o humor.
Estudos identificaram que reações alérgicas liberam
compostos no corpo chamados citoquinas, que desempenham
um papel na inflamação e pode reduzir os níveis do
hormônio serotonina, que ajuda a manter as sensações de
bem-estar. E é de conhecimento comum que algumas
medicações comuns para alergia, como corticosteroides,
podem causar ansiedade e oscilações de humor.
Muitos estudos de grande porte descobriram que o risco
de depressão em pessoas com alergias graves é duas vezes
maior que em pessoas sem alergias.
Em 2008, pesquisadores da University of Maryland
reportaram que essa conexão pode ajudar a explicar um
amplamente observado ¿ mas mal compreendido_ aumento de
suicídios durante a primavera todo ano. Analisando
registros médicos, os autores viram que em alguns
pacientes, mudanças nos sintomas de alergia durante as
temporadas de baixa ¿ e alta ¿ polinização se
correlacionavam com mudanças em seus níveis de depressão
e ansiedade.
Um estudo populacional finlandês de 2003 constatou uma
relação entre alergias e depressão; contudo, mulheres
tendiam muito mais a serem afetadas.
Em 2000, um estudo com gêmeos, na Finlândia também,
mostrou um risco comum de depressão e alergias, um
resultado de influências genéticas, escreveram os
autores.
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