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Tempestade
solar � maior do que o previsto e continua
A forte tempestade solar, que parecia se dissipar,
atingiu a Terra em cheio na noite de quinta-feira,
tornando-se o evento geomagn�tico mais importante
desde 2004, disseram nesta sexta-feira especialistas
americanos, que esperam mais atividade para este fim
de semana.
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Erup��es
solares Erup��es
solares s�o explos�es na superf�cie do Sol
causadas por mudan�as repentinas no seu
campo magn�tico. A atividade na superf�cie
solar pode causar altos n�veis de radia��o
no espa�o sideral. Esta radia��o pode vir
como part�culas (plasma) ou radia��o
eletromagn�tica (luz). O Sol libera por��es
de energia eletromagn�tica quando uma
gigantesca quantidade de energia armazenada
em campos magn�ticos, acima das manchas
solares, explode, produzindo um forte pulso
de radia��o que abrange espectro
eletromagn�tico, desde as ondas de r�dio at�
os raios X e raios gama.
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A descarga de radia��o solar causou poucos
transtornos na rede el�trica, mas obrigou as
companhias a�reas a desviar rotas em torno dos p�los
e gerou imagens impressionantes de aurora boreal em
algumas partes do mundo. O fen�meno come�ou na noite
de ter�a-feira com uma s�rie de explos�es no Sol,
que lan�aram part�culas carregadas em grande
velocidade para a Terra, mas a tempestade parecia se
dissipar na quinta-feira, sem provocar os cortes de
energia ou os problemas com os sistemas de navega��o
por sat�lite GPS, como se esperava.
As condi��es mudaram � noite, quando aumentou a
intensidade da tormenta, que se elevou � categoria
"forte" (G3) em uma escada de um a cinco, disse Bob
Rutledge, chefe do departamento de previs�es do
clima espacial na Adminstra��o Nacional Oce�nica e
Atmosf�rica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em
ingl�s). "Acabamos recebendo alguma coisa do forte
impacto que esper�vamos", disse, explicando que a
mudan�a se deveu a uma altera��o no campo magn�tico
dentro da eje��o de massa coronal que explodiu fora
do sol.
"Quando se olha a tempestade de forma global, em
termos de tamanho e de pot�ncia, poderia se dizer
que � a tormenta mais forte desde novembro de 2004",
disse. Nos estados do norte dos Estados Unidos, como
Wisconsin, Michigan e Washington, houve registros de
um espet�culo de luz noturna, causado pela aurora
boreal, quando part�culas altamente carregadas
interagem com o campo magn�tico da Tierra, criando
um brilho colorido. E embora os operadores el�tricos
j� tenham "visto estas altera��es em seus sistemas,
tudo deveria estar dentro do que s�o capazes de
manejar", acrescentou Rutledge.
Embora se espere uma redu��o paulatina da tempestade
a partir desta sexta-deira, Rutledge advertiu sobre
a possibilidade de mais altera��es at� domingo
devido a uma erup��o durante a noite na mesma regi�o
solar conhecida como 1429, que tem estado em
atividade desde o come�o da semana.
A labareda solar atingiu n�vel dois em uma escala de
cinco e n�o foi t�o grande quanto a erup��o de
ter�a-feira, mas se combinou a uma eje��o de massa
coronal que, segundo Rutledge, se dirigir� para a
Terra na madrugada de domingo. "Vai afetar a Terra.
Dirige-se diretamente para n�s", disse.
"Achamos que isto poderia provocar uma intensidade
de tempestade que pode alcan�ar novamente o n�vel
G3. N�o achamos que tenha a mesma intensidade
sustentada que teve a tempestade que acaba de
terminar", acrescentou.
As tempestades geomagn�ticas e de radia��o s�o cada
vez mais frequentes � medida que o Sol evolui de seu
per�odo de m�nima a m�xima atividade nos pr�ximos
anos, mas as pessoas geralmente s�o protegidas pelo
campo magn�tico da Terra. No entanto, alguns
especialistas est�o preocupados porque, como a
depend�ncia da tecnologia de sat�lites GPS � maior
do que durante o �ltimo m�ximo de atividade solar,
poderia haver maiores transtornos na vida moderna.
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