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Acesso a PC cresce mais em casas sem programa do governo, diz IBGE
da Folha Online
O número de domicílios com computador no Brasil cresceu de maneira substancial
entre 2004 e 2006, em todas as regiões do país, segundo dados divulgados nesta
sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O
maior crescimento relativo ocorreu entre as famílias que não recebem programas
de auxílio do governo, como o Bolsa Família.

Segundo dados complementares da Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios), o número de casas com acesso a computador passou de 19,2% em 2004
para 26,4% em 2006, entre as famílias que não recebem auxílio do governo. No que
se refere aos beneficiados por esses programas, o índice também teve aumento
expressivo, porém menor: foi de 3,1% em 2006, contra 1,4% em 2004.
Nos dois casos, a região Sudeste é a que tem mais casas com PCs. Entre os que
não recebem ajuda governamental, o índice foi de de 31,9% em 2006. Para o grupo
dos beneficiados por programas, a taxa é de 5,6%.
Os computadores representam uma exceção entre os bens de consumo duráveis,
destaca o IBGE. Isso porque para itens como geladeira, máquina de lavar roupa,
rádio e televisão, houve uma alta relativa maior naquelas casas que recebem
auxílio governamental.
Do total estimado de 54,7 milhões de domicílios particulares investigados pela
Pnad, em cerca de 10 milhões houve recebimento de verbas de programas sociais do
governo --um índice de 18,3%.
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