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Tectoy apresenta Zeebo, "o videogame dos países emergentes"
A empresa brasileira Tectoy apresentou nesta quarta-feira (12) o seu videogame
Zeebo, que está previsto chegar às prateleiras do país em julho de 2009. Ele
será produzido na fábrica da Tectoy em Manaus. Em seguida, será oferecido para
licenciamento em outros países, sobretudo nos mercados emergentes.
"O Zeebo é voltado para a classe média, que entende de consoles de última
geração que, para eles, ainda são inacessíveis", afirmou o diretor-presidente da
Tec Toy, Fernando Fischer.
A plataforma aposta no fim da mídia física: todos seus jogos são armazenados na
memória do console e disponibilizados a partir de downloads feitos pela rede
ZeeboNet3G.
Divulgação

Nova plataforma da Tectoy, o videogame Zeebo não precisa de mídias físicas para
comercializar os seus jogos eletrônicos
Segundo a TecToy, que fechou parceria com a Claro para disponibilizar a rede 3G
somente para dados, o usuário sempre estará conectado a rede wireless e não
pagará nada por isso. Os custos serão a compra do console, pelo preço divulgado
hoje de R$ 599, e dos jogos, que vão variar entre R$ 10 e R$ 30, dependendo se
for catálogo ou lançamento.
Deste modo, a companhia espera evitar a pirataria, já que os jogos originais, em
tese, não poderão ser gravados ou transferidos para outros equipamentos ou
mídias.
O desenvolvimento do novo console é uma parceria com 12 empresas no mundo, sendo
que a principal delas é a norte-americana Qualcomm, que detém 43% da Tectoy nos
Estados Unidos e passará a se chamar Zeebo Inc. --os outros 57% pertencem ao
grupo brasileiro.
Segundo Fischer, o Zeebo já consumiu cerca de R$ 17 milhões em investimentos,
sendo R$ 5 milhões de capital próprio da Tectoy brasileira e outros R$ 12
milhões da Qualcomm.
De acordo com a empresa, o nome Zeebo foi escolhido entre 70 opções e por não
existir registro da marca em outros países. "É uma marca que não significa
absolutamente nada em lugar nenhum", disse o diretor-presidente da empresa.
Games
No Brasil, o Zeebo será lançado com seis jogos instalados --dois jogos da EA (Eletronic
Arts) (corrida e futebol), Action Hero 3D, Treino Cerebral, Prey Evil e Quake,
todos em português. Além desses títulos, o catálogo inicial do Zeebo conta com
mais de dez jogos, todos desenvolvidos para essa plataforma. Até o fim de 2009 a
previsão da Tectoy é que a quantidade de títulos chega a 51 jogos.
A empresa conta com a parceria de grandes empresas desenvolvedoras de games no
mundo, como a EA, Namco, Capcom, Sega, Activision e ID. Está previsto também
para o ano que vem o lançamento do "Acelerômetro", acessório parecido com o Wii
Remote, da Nintendo.
Qualidade
O jogo utilizado pela Tectoy na apresentação de hoje foi o Quake, lançado na
década passada. Os gráficos e a forma de jogar não impressionam e sequer chegam
próximo aos últimos lançamentos no mercado mundial de games.
Por isso mesmo, o diretor-presidente da Tectoy se apressou em reafirmar que o
Zeebo não é voltado para os "gamers" de última geração, mas para a classe média
que não tem acesso aos consoles de marcas como Sony, Nintendo ou Microsoft. "O
Quake é um jogo antigo para nós, mas novo para o nosso público alvo", disse um
dos desenvolvedores da empresa.
Segundo a Tec Toy, a parte de visualização gráfica do game chegará "bem próximo"
ao que existe hoje no PS2. Questionado sobre o preço do Zeebo, Fischer
tergiversou, dizendo que a empresa irá apelar para a comunicação, distribuição e
legalização dos produtos com a sua marca no país.
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