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Sósia de Albert Einstein, robô imita emoções humanas nos EUA


da Reuters, em Long Beach

Albert Einstein observa tudo ao redor, faz contato ocular, e sorri. O renomado cientista (1879-1955) morreu há mais de 50 anos --mas foi "reencarnado" nesta semana, na forma de um robô que é capaz de interagir com as pessoas, usando nuances emocionais variadas.

O rosto de borracha, os olhos que podem se mover, a cabeleira branca arrepiada e o distinto bigode chamaram a atenção dos cerca de 1.500 visitantes da feira de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED, na sigla em inglês), cuja intenção é instigar a criatividade de pessoas desses ramos.

Kevin Carpenter /Reuters



Robô Einstein é mostrado em feira na Califórnia, EUA; humanoide segue pessoas com olhos e sorri, conforme reação das pessoas
O robô Einstein segue as pessoas com seus olhos e dá sorrisos, conforme o caso. "É a máquina da empatia", disse o desenvolvedor de robôs David Hanson, à plateia. "É um robô que compreende e imita sentimentos".

Einstein ganhou sua "personalidade" há duas semanas atrás, quando Hanson uniu sua engenhoca a um software do Instituto de Computação Neural da Universidade da Califórnia, em San Diego. Os criadores do androide dizem que, um dia, computadores serão capazes de se relacionar com as pessoas.

A versão mais recente do Einstein foi criada há dois meses --é a quarta evolução do robô. Hanson projetou Einstein para imitar os músculos faciais do rosto. O humanoide utiliza 32 motores que, em alguns casos, são mais versáteis do que os próprios músculos que imitam. Duas câmeras escondidas nos olhos observam os transeuntes.

Nicholas Butko, um estudante de graduação UC San Diego que acompanha Hanson na TED, disse que a meta é "fazer computadores que têm as capacidades de percepção como base --coisas em que você nem pensa, porque são automáticas."

O software do robô tem 13 modelos emocionais --tudo voltado para um piscar de olhos, o levantar de uma sobrancelha, ou as rugas de um nariz. "Um dos nossos objetivos é fazer um computador que possa dizer o quão sincero é o sorriso de alguém", diz Butko.

 

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