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México registrará digitais de donos de celular
O México iniciará um registro nacional de usuários de celulares que incluirá
impressões digitais de todos eles, em um esforço por apanhar os criminosos que
usam esse tipo de aparelho para extorquir dinheiro e negociar resgates em
sequestros.
Sob uma nova lei que deve entrar em vigor em abril, as operadoras de telefonia
móvel terão um ano para montar um banco de dados com informações sobre seus
clientes, entre as quais as impressões digitais. A idéia seria identificar os
responsáveis por telefonemas e mensagens.
Centenas de pessoas são seqüestradas a cada ano no México, e o número de vítimas
vem crescendo rapidamente à medida que as gangues de traficantes de drogas,
pressionadas pela campanha repressiva da polícia, saem em busca de novas fontes
de renda.
Os legisladores que propuseram a medida no Congresso, em 2008, dizem que existem
cerca de 700 quadrilhas de criminosos no México, algumas operando de celas de
prisão, e que os bandidos utilizam celulares para extorsão e para negociar
pagamentos de resgate em seqüestros.
A maioria dos 80 milhões de celulares em uso no México usa planos pré-pagos,
para os quais minutos podem ser adquiridos em lojas sem que o usuário apresente
qualquer prova de identidade. Os celulares podem ter seus minutos recarregados
até mesmo em barracas de camelôs.
A nova regra, cujos detalhes foram revelados pelo diário oficial mexicano,
significaria que novos proprietários teriam de deixar suas impressões digitais
registradas ao adquirir um celular ou assinar um contrato com uma operadora.
O plano também requer que as operadoras armazenem todas as informações quanto
aos celulares, como por exemplo registros de chamadas, mensagens de texto e
mensagens de voz, por um ano. As informações sobre os usuários e as mensagens
serão confidenciais e só poderão ser fornecidas para rastrear criminosos, sob
ordem judicial.
Não está claro se o governo fornecerá recursos financeiros para ajudar com a
logística do registro.
O bilionário Carlos Slim, que controla a América Móvil, maior operadora de
telefonia móvel mexicana, disse que a lei seria mais útil se acompanhasse os
movimentos dos usuários de celulares. "O que precisa ser feito é outro tipo de
medida, mais efetiva", disse Slim aos repórteres.
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