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Pesquisadores desenvolvem moléculas robóticas para rosto humano

 

Cirurgiões da Universidade da Califórnia desenvolveram uma técnica que utiliza moléculas musculares artificiais para reanimar as expressões faciais de pessoas que sofrem de paralisia. "O rosto é uma área na qual a aparência natural em próteses é bem-vinda", escreveram os pesquisadores responsáveis pelo projeto, Craig Senders e Travis Tollefson, ao patentearem a invenção, registrada na semana passada.

Wipo

A molécula muscular artificial é implantada no rosto, e refaz o controle facial por paralisia
Eles dizem que o trabalho trará uma solução para faces paralisadas a partir do sucesso relatado em testes com cadáveres.

A maioria dos exemplos dados no documento da patente explica como os músculos artificiais ajudam pessoas a recuperar o controle parcial ou total de movimentos das pálpebras, depois de sofrer uma lesão na espinha ou desordem do sistema nervoso (como a paralisia de Bell, por exemplo).

Uma pessoa que perde o controle dos seus movimentos da pálpebra, segundo os cientistas, terá dificuldades na interação social e pode ter baixa autoestima, mas há implicações de saúde também: sem suas pálpebras trabalhando, há perigo de úlceras nos olhos --e a cegueira pode, eventualmente, ocorrer.

O que os pesquisadores sugerem é que o uso aconteça conforme o diagrama (foto), para resolver os problemas. O músculo artificial é afixado ao esqueleto (ponto nº 41), e preso a cordas que conectam as pálpebras inferior e superior, para que elas se fechem.

Se o paciente tenta fechar os olhos, o sistema inicia a atividade elétrica nos músculos como ocorre naturalmente: o músculo artificial detecta esta atividade e contrai, puxando as cordas para fechá-las.

O método oferecido, segundo o New Scientist, pode ser usado em diferentes circunstâncias. Se a pessoa perdeu o controle de apenas um olho (a partir de um derrame, por exemplo), o sistema pode monitorar a atividade do olho saudável e sincronizar as ações do olho paralisado.

A patente também prevê o uso de outros sensores que fecham os olhos quando estes são expostos ao brilho da luz. Um sistema de tempo controla e simula piscadas da forma mais natural possível.

Senders e Tollefson acham que sistemas similares podem ser usados para reanimar outras expressões faciais, a partir da criação de um diafragma artificial que controle a respiração, ou na substituição de dedos ou mãos, por exemplo.

 

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