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Funcionários admitem furtar dados ao deixar emprego, indica pesquisa


Seis em cada dez pessoas admitem furtar dados da empresa em que trabalham ao deixar o emprego, de acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento do Instituto Ponemon, esses funcionários usam as informações para conseguir um novo emprego, abrir uma empresa própria ou por vingança.

"Eles tomam esta decisão [de furtar a informação] por medo e ansiedade", disse Mike Spinney, do Instituto Ponemon, em entrevista à BBC. "As pessoas estão preocupadas com o emprego e querem se garantir."

"Nosso estudo demonstrou que 59% das pessoas dirão 'vou levar alguma coisa de valor comigo quando eu sair'", concluiu Spinney.

Saúde financeira

O Instituto Ponemon, uma empresa especializada em pesquisas nas áreas de gerenciamento e privacidade, fez sua enquete com 945 trabalhadores que foram demitidos ou pediram demissão do emprego nos últimos 12 meses.

Todos os entrevistados tinham acesso a informações como dados sobre clientes, listas de contato, registros de funcionários, documentos confidenciais da empresa, programas de computador e outros tipos de propriedade intelectual.

No relatório, intitulado "Jobs at Risk = Data at Risk" ("Empregos em Risco = Dados em Risco"), o instituto afirma que esse tipo de violação de dados privados coloca a saúde financeira da companhia em risco.

A opinião reforça em parte as conclusões de um outro estudo recente da empresa de segurança em informática McAfee.

Estima-se que as perdas econômicas globais por causa do roubo de dados e da violação de segurança de computadores pelo crime organizado, hackers e funcionários das próprias empresas chegaram a US$ 1 trilhão no ano passado.

Kevin Rowney, do setor de prevenção de perda de dados da empresa de segurança para computadores Symantec, que patrocinou o estudo, disse em entrevista à BBC que "a propriedade intelectual de uma empresa vale quase mais do que as instalações".

"Este é o principal bem de uma companhia, e qualquer violação ou perda (da segurança dos dados armazenados) pode custar muito caro."

Revistando funcionários

O Instituto Ponemou afirma que parte do problema é resultado das próprias empresas e da falta de cuidados relacionados à segurança.

Apenas 15% das companhias dos entrevistados revisavam ou auditavam os papéis ou documentos eletrônicos que os funcionários estavam levando para fora da empresa.

Segundo especialistas, a maioria das violações de dados pode ser evitada.

O relatório também diz que, quando as empresas faziam uma revisão, ela era feita de forma ineficiente - 45% delas terminaram incompletas e outras 29% eram muito superficiais.

"Muitas empresas pensam que a violação de dados é o preço que pagam por fazer negócios", afirmou Spinney.

"Elas acreditam que é simplesmente algo com o que têm de conviver. Nossa percepção é de que muitas companhias simplesmente desistiram, mas este estudo mostra que existem formas de prevenção."

Durante a crise econômica, especialistas de segurança preveem que o número de ataques de funcionários vai aumentar.

Na semana passada, a Microsoft disse à BBC que, "com a previsão de perda de 1,5 milhão de empregos apenas nos Estados Unidos, existe um risco e uma exposição crescente a estes ataques".

 

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