Sony recebe Invasão e pode afetar computação em nuvem
O sequestro de dados da rede da Sony que comprometeu
informações pessoais de mais de 100 milhões de clientes
do conglomerado japonês pode reclamar mais uma vítima -
o setor de computação em nuvem. Algumas empresas estão
repensando seus planos de adotar sistemas computacionais
baseados na nuvem, localizados em data centers remotos
que podem ser acessados pela internet.

As ações de companhias especializadas em computação em
nuvem tiveram um dos melhores desempenhos do mercado no
ano passado. Mas o ataque à Sony, assim como uma grande
queda nos serviços do centro de computação em nuvem da
Amazon.com, fizeram com que algumas empresas retardassem
seus planos de mover suas operações para a nuvem.
"Ninguém está seguro. A Sony é apenas uma parte do
todo", disse Eric Johnson, professor da Universidade de
Dartmouth que presta consultoria a grandes empresas
sobre estratégias de computação. Desde a divulgação da
quebra da segurança do sistema da Sony em 26 de abril,
as ações de companhias envolvidas com computação em
nuvem têm tido performance abaixo do mercado em geral.
A Salesforce.com, fabricante de softwares fornecidos
pela internet, viu seus papeis caírem 3%. As ações da
VMware, que vende softwares para a construção de nuvens,
declinaram 2%. O índice Standard & Poor's 500 subiu 3,3%
no período. Especialista em segurança digital afirmam
que investidores, empresas e consumidores depositaram
muita fé sobre a computação em nuvem.
"Você não iria querer ter essa confiança na mágica da
nuvem. Não é tão simples assim", disse Mike Logan,
presidente da Axis, empresa de segurança de dados. "É
como o Facebook. Se você colocar todas as informações
importantes ali, adivinhe? As pessoas as verão".
Empresas de computação em nuvem fizeram um bom trabalho
ao convencer consumidores de que seus dados estão
seguros, mesmo podendo estar erradas, disse o analista
Jay Heiser de segurança na nuvem do Gartner.
"Se você está fazendo algo crítico para o seu negócio,
precisa de planos de contingência", disse Heiser. "As
mensagens de marketing de algumas empresas de computação
em nuvem motivaram as pessoas a encobrir a necessidade
de planos de contingência". Consumidores confiam na
nuvem para gerenciar serviços desde e-mails até
relatórios de crédito e pagamento de impostos,
frequentemente sem investigar antes a segurança de tais
sistemas.
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