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Turismo continua em alta mas está sensível a crises, afirma a OMT
O negócio do turismo no mundo é um dos que
apresentam maior crescimento e um futuro promissor, mas por suas características
é também um dos mais sensíveis a movimentos políticos, crise econômicas e
desastres humanos e naturais. É o que informa um relatório da OMT (Organização
Mundial de Turismo) divulgado nesta quarta-feira.

A OMT está realizando a sua assembléia geral na cidade colombiana de Cartagena.
O seu relatório de conjuntura até agosto apontou que os resultados preliminares
de 2007 "confirmam a resistência da demanda contra os fatores externos".
Os problemas incluem "desde turbulências nos mercados financeiros até segurança
e saúde, passando pela alta dos preços do petróleo e o aumento dos impostos
sobre o transporte aéreo, os riscos inflacionários e a alta das taxas de juros".
Além disso, o órgão alertou que "esses fatores começam a afetar a confiança dos
consumidores em alguns mercados, o que poderia se estender e afetar, em algum
momento, a demanda global de viagens internacionais".
Estatísticas
O número de chegadas de pessoas em viagens internacionais, segundo o documento,
cresceu entre janeiro e agosto deste ano 5,6%. Foram 32 milhões a mais que no
mesmo período do ano anterior.
Nos primeiros oito meses de 2007 houve 610 milhões de chegadas internacionais,
nove por cada 100 habitantes do planeta. Até dezembro, segundo a OMT, o número
deve ficar entre 880 e 900 milhões. Seria o quarto ano de crescimento sobre a
média dos últimos anos, de 4,1%.
O crescimento na Europa foi de 4%, um ponto percentual abaixo da média do ano
passado. Nas Américas, também com 4%, a taxa foi o dobro da registrada em 2006,
segundo o relatório publicado pela OMT.
O relatório de conjuntura destaca os números da despesa turística, que continuam
aumentando. No Brasil, o crescimento foi de 33%, e na Argentina, 24%. Em seguida
vieram Coréia (18%) e Rússia (16%).
O relatório da OMT afirma que os destinos emergentes da Ásia e Pacífico, África
e o Oriente Médio foram os principais motores do crescimento neste ano.
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