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Belém garante umidade e calor o ano inteiro
As duas horas de vôo que separam Brasília de
Belém parecem pouco se comparadas às mudanças de uma região para a outra.
Enquanto os candangos penam para respirar o ar seco, e o cerrado arde em chamas,
nos domínios da floresta amazônica, tudo é verde e úmido.

A primeira sensação ao sair do saguão do aeroporto é a de muito calor e muita
umidade. Fora de Belém todo mundo fala das famosas chuvas vespertinas, que
teriam a precisão do ponteiro de um relógio, e pelas quais compromissos seriam
marcados para antes ou depois das fortes e rápidas pancadas.
Para os locais, porém, não é bem assim. Costuma-se dizer que "existe a estação
em que chove todos os dias e a que chove o dia todo". A primeira, a estação seca
--para os padrões locais--, vai de junho a novembro.
A segunda, chuvosa, vai de dezembro a maio. Se o regime de chuvas tem lá
pequenas variações, temperatura e umidade relativa são monotonamente altas,
cortesia da proximidade com a linha do Equador.
Pancada
Por mais incômodo que pareça, o clima faz tanto parte da vida belenense como sua
culinária e vida ribeirinha. Seja encharcado de suor ou de chuva, não há como
ignorá-lo.
Bem como é impossível fingir não ver a aproximação das ameaçadoras nuvens,
cheias de eletricidade e prestes a explodir sobre a cidade. No mínimo, elas
trazem um leve e breve alívio ao calor.
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